Inércia Financeira: a quinta lei da Educação Financeira

Inércia Financeira: a quinta lei da Educação Financeira

Quem acompanha meus artigos aqui no blog já deve ter percebido que, por conta da minha experiência com a Engenharia, busco muitas vezes fazer um paralelo das Finanças com a Engenharia. Consolidei estes paralelos com a criação das “Leis da Educação Financeira”, nas quais, a partir de princípios básicos da Física, a adaptação foi feita pensando na relação do ser humano com o dinheiro.

Inicialmente apresentei as três primeiras leis da Educação Financeira: a Lei do Equilíbrio, a Lei da Entropia Financeira e a Lei da Transformação. Mais recentemente trouxe aqui no blog a quarta lei, também conhecida como Fator de Segurança Financeiro.

Neste artigo apresentarei a quinta lei da Educação Financeira: a Lei da Inércia Financeira. Assim como nas demais leis, para entender esta nova lei, vamos começar entendendo qual o paralelo com a Física.

Como a Física explica a Inércia?

Quem explicou o conceito da inércia foi Isac Newton, em 1687. Ele definiu a inércia é definida como a tendência natural de um objeto em resistir a alterações em seu estado original de repouso ou movimento. Ou seja, um objeto parado tende a permanecer parado, enquanto um corpo em movimento tende a permanecer em movimento. Para alterar estas condições, ou seja, tirar o corpo da inércia, é preciso a ação de uma força externa.

Um dos melhores exemplos reais para explicar a inércia é o do cinto de segurança. Usamos o cinto de segurança para que, em uma colisão, ele evite que o corpo sofra uma aceleração e seja ejetado. O cinto faz com que o corpo que continuaria em movimento tenha sua inércia rompida, permanecendo no lugar.

E qual a relação com a Educação Financeira?

Vimos então que a Inércia é a tendência de algo permanecer como está. Quando pensamos no dinheiro o mesmo acaba acontecendo. Para sair de um cenário de dívidas, a pessoa precisa tomar uma iniciativa de replanejar os gastos. Este seria o incentivo para sair do cenário de inércia, no qual, a dívida só vai se arrastando.

Podemos também ver essa relação da inércia com o hábito de investir. A Confederação Nacional de Dirigentes e Lojistas (CNDL) e o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) fizeram uma pesquisa para entender como o brasileiro funciona em relação ao hábito de poupar. De acordo com a pesquisa, 65% das pessoas usam a Caderneta de Poupança para guardar dinheiro. Na sequência, aparecem deixar o dinheiro em casa (25%), deixar o dinheiro na conta corrente (20%), investir em previdência privada (8%) e investir no Tesouro Direto (8%).

Ou seja, vemos que a grande maioria das pessoas usam as formas mais tradicionais e consideradas práticas para guardar dinheiro, mesmo, na maioria dos casos, sabendo que existem outras opções com mesmo grau de risco mas que têm melhor rentabilidade. Em outras palavras, pela inércia, boa parte das pessoas prefere permanecer como está. Para sair desta inércia, seria necessário estudar, contratar especialistas e estar disposto a conhecer novas formas de se investir. Estes seriam os impulsos para sair da inércia.

Porém, sair da inércia significaria sair da zona de conforto. E isso acaba sendo um grande desafio para o ser humano. Porém, conseguir sair desta inércia poderá trazer enormes benefícios para a sua saúde financeira.

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