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	<title>Arquivos psicologia econômica - GFCriativa</title>
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	<description>Educação Financeira e Gestão Empresarial</description>
	<lastBuildDate>Mon, 21 Sep 2020 12:31:08 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Setembro Amarelo: a relação da saúde mental com a saúde financeira</title>
		<link>https://gestaofinanceiracriativa.com.br/setembro-amarelo-a-relacao-da-saude-mental-com-a-saude-financeira/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Victor Barboza]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Sep 2020 12:31:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[educação financeira]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia econômica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os problemas de saúde mental aparecem cada vez com maior frequência, no mundo todo. Para você ter uma noção, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), em nível mundial, mais de 260 milhões de pessoas sofrem com transtornos da ansiedade. Infelizmente o Brasil é o país com maior número de pessoas ansiosas: 9,3% [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Os problemas de saúde mental aparecem cada vez com maior
frequência, no mundo todo. Para você ter uma noção, de acordo com a Organização
Mundial da Saúde (OMS), em nível mundial, mais de 260 milhões de pessoas sofrem
com transtornos da ansiedade.</p>



<p>Infelizmente o Brasil é o país com maior número de pessoas
ansiosas: 9,3% da população. Além disso, 86% dos brasileiros sofrem com algum
transtorno mental, como ansiedade, depressão ou stress severo.</p>



<p>As principais justificativas para este cenário são os
reflexos do mundo em que vivemos hoje, que é intenso, rápido e cheio de mudanças.
E, uma das principais causas para estes problemas na saúde mental é o estado de
um outro “órgão” nosso: o bolso.</p>



<h2>A relação da saúde mental com a saúde financeira</h2>



<p>Como você sabe, o bolso não é um órgão do nosso corpo,
porém, problemas envolvendo este podem desencadear problemas seríssimos para o
indivíduo, a maior parte deles envolvendo justamente a saúde mental.</p>



<p>De acordo com uma pesquisa feita em março pela Confederação
Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito
(SPC Brasil), 82,2% dos inadimplentes afirmaram ter sofrido algum tipo de
sentimento negativo ao descobrir que estavam endividados.</p>



<p>O sentimento que mais apareceu foi a ansiedade (63,5%),
seguida por irritação (58,3%), desânimo (56,2%), angústia (55,3%) e vergonha
(54,2%). Além destes sentimentos, também foram citados efeitos colaterais:
42,8% disseram ter sofrido com insônia ou excesso de vontade de dormir, 32,3% disseram
ter alterações no apetite.</p>



<p>E, tentando minimizar a ansiedade, algumas ações não tão
benéficas acabaram sendo feitas: 28,2% partiram para algum vício, como cigarro,
bebida ou comida, e 24,7% acabaram comprando mais do que o costume ou até perdendo
controle sobre o consumo.</p>



<p>Lembre-se que, como mostra Daniel Kahneman, um dos grandes pesquisadores
da <a href="https://gestaofinanceiracriativa.com.br/7-armadilhas-desarmadas-pela-psicologia-economica/">Psicologia
Econômica</a>, ganhador do Prêmio Nobel da Economia e autor do livro <em>Rápido
e Devagar: duas formas de pensar</em>, o ser humano acaba tomando suas decisões
a partir de dois sistemas: o Sistema 1, intuitivo, rápido e emocional, e o
Sistema 2, racional, analítico e lento. Na maior parte do tempo, como uma forma
de poupar energia, as decisões acabam sendo tomadas pelo Sistema 1, logo, são decisões
muito mais emocionais do que racionais, e que podem trazer impactos bem
negativos para o nosso bolso.</p>



<h2>O Consumismo Compulsivo</h2>



<p>No filme <em>Os Delírios de Consumo de Becky Bloom </em>a
protagonista, Becky, não consegue se controlar quando vai às compras. Ela tem
uma necessidade enorme de passar o cartão e comprar tudo que acha interessante.
Porém, chega um momento que ela, desempregada, tenta passar o cartão,
imaginando que é algo praticamente ilimitado, porém a compra é negada. Aí ela
descobre o tamanho do problema em relação às suas finanças.</p>



<p>Becky é só mais uma das milhões de pessoas que sofrem com o
consumismo compulsivo. Como mostra a psiquiatra Ana Beatriz Barbosa Silva, em
seu livro <em>Mentes Consumistas: do consumismo à compulsão por compras</em>, a
Oniomania, popularmente conhecida como compulsão por compras, caracteriza-se
por um estado constante no qual o indivíduo tem a mente dominada por pensamentos
intrusivos e repetitivos relacionados à necessidade de adquirir diversos tipos
de produtos. Esses pensamentos se tornam obsessivos, e o ato de comprar acaba
adquirindo um caráter de urgência, como forma de aliviar o mal-estar interno.</p>



<p>O consumismo compulsivo acaba desencadeando ou agravando uma
série de problemas relacionados ao bolso: perda do controle sobre as finanças,
utilização de crédito, endividamento. E tudo isso acaba trazendo prejuízos não
só para o bolso, como também para a saúde mental. </p>



<h2>Não se preocupe, há soluções!</h2>



<p>Ainda no livro <em>Mentes Consumistas: do consumismo à compulsão
por compras, </em>a autora mostra que há uma luz no fim do túnel para o
comportamento compulsivo pelas compras. A primeira coisa que precisa ser feita
é o reconhecimento e a aceitação. A partir disso, o indivíduo passa a poder aproveitar
de tratamentos existentes, que podem ser medicamentosos, psicoterápicos, dentre
outros.</p>



<p>Em paralelo a isto, a <a href="https://gestaofinanceiracriativa.com.br/as-tres-leis-da-educacao-financeira/">educação
financeira</a> precisa caminhar junto de forma a ajudar o indivíduo a voltar a
colocar as finanças no lugar, construindo um plano para quitação das dívidas,
elaborando um orçamento e monitorando o comportamento das finanças no dia a
dia.</p>



<p>São registrados cerca de 12 mil suicídios todos os anos no
Brasil, e mais de 1 milhão no mundo todo. Destes, 96,8% acabam tendo relação
com transtornos mentais. Isto mostra como a saúde mental é coisa séria. </p>



<p>Pensando nisso, a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP)
e o Conselho Federal de Medicina (CFM) criaram o Setembro Amarelo, uma iniciativa
para prevenir e reduzir os números de suicídios, com ações para a
conscientização sobre a importância de mantermos a nossa saúde mental em bom
estado.</p>



<p>Como trouxemos, os problemas financeiros podem ser a ponta do iceberg de um grande problema envolvendo nossa saúde mental, ou o inverso, problemas psicológicos podem desencadear em consumismo compulsivo e/ou endividamento. Havendo necessidade, não fique parado. Busque ajuda e um plano de ação para tirar você desta! </p>



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		<title>Paradoxo da Escolha: Como o excesso de opções pode levar à mesmice</title>
		<link>https://gestaofinanceiracriativa.com.br/paradoxo-da-escolha-como-o-excesso-de-opcoes-pode-levar-a-mesmice/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Victor Barboza]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Sep 2019 13:39:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia econômica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Que atire a primeira pedra quem nunca abriu o Netflix para escolher algo para assistir, ficou passando o botão para o lado, filme por filme, série por série, por um longo tempo, e, no final das contas, perdeu um tempão e acabou não assistindo nada. O fato acima não acontece somente com a escolha de [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Que atire a primeira pedra quem nunca abriu o Netflix para
escolher algo para assistir, ficou passando o botão para o lado, filme por
filme, série por série, por um longo tempo, e, no final das contas, perdeu um
tempão e acabou não assistindo nada.</p>



<p>O fato acima não acontece somente com a escolha de filmes e
séries. Na hora de comprar um celular, por exemplo, muita gente acaba se
perdendo ou até desistindo pela grande quantidade de marcas e modelos. Casos
com essa diversidade de opções são, cada vez mais, comuns no nosso dia a dia.
De acordo com o psicólogo Barry Schwartz, a explicação para cenários como estes
é chamada de Paradoxo da Escolha. </p>



<p>De acordo com o bom senso convencional, quanto mais opções
as pessoas têm, mas felizes elas se sentem. Imagina-se que a maior forma de
garantir a liberdade é maximizar o número de escolhas. E acabamos tendo sempre
uma sensação incômoda de que o produto ou serviço que escolhemos, dentre as
diversas opções, deveria ser o produto perfeito, mas acabamos nos dando conta
de que não era. Isso acaba trazendo um incômodo. Ou seja, ao invés da sensação
de liberdade, acaba vindo uma paralisia.</p>



<p>Por outro lado, quando falamos em várias opções de marcas ou
empresas, ou seja, um mercado mais concorrido, pode haver uma melhoria nos
serviços e qualidade nos produtos. Mas, mesmo assim, a incerteza acaba vindo no
pacote.</p>



<p>O psicólogo econômico Dan Ariely fez uma experiência muito
interessante em um supermercado na Califórnia: em um estande de degustação, os
pesquisadores variaram entre alguns dias o oferecimento de geleias. Em alguns
dias, ofereciam 6 sabores, enquanto que nos outros ofereciam 24. Nos dias com
mais opções, o estande ficava mais movimentado. Porém, em relação às vendas,
nos dias com mais opções as pessoas compraram menos, pois as pessoas ficavam
confusas e incertas. Nestes dias a conversão em vendas foi de 3%. Já no dia com
menos amostras, a conversão foi de 30%!</p>



<p>Isso mostra que o nosso cérebro, quando deparado no cenário
de excesso de opções, fica “perdido”, dificultando a tomada de decisão, e,
podendo até poupar esforço e desistir da escolha.</p>



<h4>E como isso fica no mercado financeiro?</h4>



<p>A empresa Vanguard fez um estudo envolvendo programas de
aposentadoria voluntária. Percebeu-se que, a cada dez novos fundos de
investimentos oferecidos, a adesão dos funcionários baixava 2%. </p>



<p>Desde a crise econômica de 2008, em paralelo com os avanços
da tecnologia, vivemos um período de revolução no mercado financeiro. Foi nesse
momento que surgiram as <a href="https://gestaofinanceiracriativa.com.br/conheca-o-que-sao-as-fintechs-e-por-que-cada-vez-mais-elas-estao-ganhando-espaco/">Fintechs</a>,
empresas de tecnologia com foco em solução financeira, que passaram a oferecer
diversas novas opções de produtos e serviços. De acordo com o último Radar
Fintech Lab, aqui no Brasil já existem mais de 600 iniciativas mapeadas. São
novas opções de bancos, cartões, plataformas de investimentos, plataformas de
empréstimos, aplicativos para controle financeiro, seguros, e por aí vai.</p>



<p>Mesmo dentro das diversas plataformas de investimentos que
existem, ainda existe uma grande quantidade de investimentos disponíveis:
fundos, títulos de renda fixa, ações, etc.</p>



<p>E, se por um lado esse aumento da quantidade de opções de
plataformas vem ajudando o mercado financeiro a ter melhores serviços, por
outro lado, pode levar muita gente a um cenário de confusão e insegurança,
podendo resultar na escolha de ficar onde já está ou ir pelo que já era
conhecido. É algo similar ao que já trouxemos enunciando a quinta lei da
educação financeira: a <a href="https://gestaofinanceiracriativa.com.br/inercia/">Inércia
Financeira.</a></p>



<p>Por tanto, para aproveitar essa revolução da melhor forma
possível, é importante buscar uma boa base de educação financeira e boas
referências. </p>
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		<title>7 armadilhas desarmadas pela Psicologia Econômica</title>
		<link>https://gestaofinanceiracriativa.com.br/7-armadilhas-desarmadas-pela-psicologia-economica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Victor Barboza]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jan 2018 15:04:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia econômica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Psicologia Econômica nasceu da necessidade de se acrescentar um viés mais abrangente à Economia, que sozinha, não dava conta de explicar suficientemente e apropriadamente os fenômenos econômicos, sempre influenciados pela participação humana. Ao contrário do que os estudos econômicos tradicionais (muito atrelados à racionalidade dos indivíduos) previam, o comportamento econômico de indivíduos e grupos [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Psicologia Econômica nasceu da necessidade de se acrescentar um viés mais abrangente à Economia, que sozinha, não dava conta de explicar suficientemente e apropriadamente os fenômenos econômicos, sempre influenciados pela participação humana. Ao contrário do que os estudos econômicos tradicionais (muito atrelados à racionalidade dos indivíduos) previam, o comportamento econômico de indivíduos e grupos acabava divergindo do esperado.</p>
<p>Essas abordagens econômicas tradicionais formam a teoria da racionalidade, que que defende que as pessoas usam informações disponíveis e relevantes para prever o valor futuro provável de variáveis econômicas, e, que não cometem erros sistemáticos ao fazer essas previsões. Ainda que erros sejam cometidos, será tirada lição destes e os erros previsíveis serão eliminados. De certa forma, nesse caso, tem-se uma visão do homem sempre buscando otimizar seus esforços e resultados.</p>
<p>Porém, muitos questionamentos surgiram em cima dessas teorias, uma vez que o que era apontado nos estudos não parecia se refletir 100% na realidade. A Economia Política e a Psicologia acabaram propondo modelos que hoje formam a Psicologia Econômica. Esses modelos são, muitas vezes, baseados em experimentos que visam testar sujeitos e suas escolhas, como por exemplo em situações de consumo, jogos e loterias. Há um grande braço ligado ao comportamento das pessoas, com sustentação na teoria do behaviorismo.</p>
<h2>A origem da Psicologia Econômica</h2>
<p>Historicamente, podemos dizer que as primeiras relações (ou até a “pré-história da psicologia econômica) vem de obras de Adam Smith, como por exemplo <em>A Teoria dos Sentimentos Morais</em> (1759) (mas não podemos deixar de citar também que desde a Antiguidade filósofos como Platão, Aristóteles, Catão e Varrão já analisavam o comportamento econômico com base na situação de escravos, ou mesmo Virgílio, Tácito e César, que discorreram sobre inflação, economia rural e psicologia dos povos).</p>
<p>Muitos já debatiam sobre a inauguração da Psicologia Econômica, sendo desde a Grécia e Roma antiga par aalguns (Descouviers), no período após a Idade Média para outros (Reynaud). Porém, o termo “Psicologia Econômica” foi usado pela primeira vez em 1881. Em sua origem, muitos defendem que a Psicologia Econômica surgiu a partir da Psicologia Social.</p>
<p>A Psicologia Organizacional e do Trabalho também contribuíram para o nascimento desta que estamos tratando neste texto, por conta de estudos que levantavam fatores comportamentais dos indivíduos e grupos das organizações, que muitas vezes se relacionavam ao assunto “Dinheiro”. Também houve uma troca de informações entre a Psicologia Econômica e a Psicologia do Consumidor, que muitas vezes acabaram se confundindo.</p>
<p>Um acontecimento marcante se deu a partir da década de 1940, quando George Katona, o pai da psicologia econômica moderna, criou o Índice de Sentimento do Consumidor, instrumento para avaliar o estado da economia em relação com aspectos psicológicos. Por isso, a essa época é atribuído o nascimento da Psicologia Econômica Contemporânea. Pesquisas começaram a ser desenvolvidas a partir de 1950, e, em 1970 foi fundado a Internacional Association of Applied Psychology (IAREP). Em 1976, Gery Van Veldhoven realizou o “1º Colóquio de Psicologia Econômica”.</p>
<p>Novas áreas começaram a surgir, derivadas da Psicologia Econômica, como a Economia Comportamental, Finanças Comportamentais, Socioeconomia, Psicologia do Consumidor, Neuroeconomia.</p>
<p>A partir daí, diversas pesquisas e cursos começaram a ser desenvolvidos na área, resultando, inclusive, na entrega de três prêmios Nobel da economia relacionados ao tema: Teoria da Racionalidade Limitada (Herbert Simon, 1978), Teoria do Prospecto (Daniel Kahneman, 2002) e Teoria da Contabilidade Mental (Richard Thaler, 2017).</p>
<p>No Brasil, os primeiros passos foram dados pela professora de Psicologia da Universidade Federal do Pará, Alice Moreira, que criou uma linha de pesquisa em Psicologia Econômica no programa de mestrado, em 1999. Em 2005, Vera Rita M. Ferreira e Sigmar Malvezzi criaram na Faculdade de Psicologia da PUC-SP um curso de Psicanálise e Psicologia Econômica. Vera ministra cursos na área até hoje e é autora de livros que inspiraram este texto, como por exemplo “Decisões Econômicas” e “Psicologia Econômica – Estudo do Comportamento Econômico e Tomada de Decisão”.</p>
<p>Confira <a href="https://www.timetoast.com/timelines/1666429">neste link</a> a linha do tempo da psicologia econômica.</p>
<p><img decoding="async" loading="lazy" class="aligncenter wp-image-307 size-full" src="https://gestaofinanceiracriativa.com.br/wp-content/uploads/2018/01/1.png" alt="" width="903" height="436" srcset="https://gestaofinanceiracriativa.com.br/wp-content/uploads/2018/01/1.png 903w, https://gestaofinanceiracriativa.com.br/wp-content/uploads/2018/01/1-300x145.png 300w, https://gestaofinanceiracriativa.com.br/wp-content/uploads/2018/01/1-768x371.png 768w" sizes="(max-width: 903px) 100vw, 903px" /></p>
<h2>Economia Tradicional x Psicologia Econômica</h2>
<p>Conforme dito anteriormente, a Psicologia Econômica surgiu para entender a razão de algumas “anomalias” relacionadas ao comportamento das pessoas perante às economias. Dessa maneira, algumas premissas forma levantadas, não consideradas pela Economia tradicional: limitações cognitivas e emocionais, influência das emoções, busca de conforto cognitivo, diferente pontos de vista, otimismo excessivo, erros de planejamento. Com base nisso tudo, pode-se dizer que não tomamos sempre as melhores decisões para nós mesmos, sendo que muitas vezes acabamos movidos por impulsos e emoções em busca do prazer imediato.</p>
<p>A forma como os estudos desta área são feitos envolvem modelos descritivos, métodos experimentais, levantamentos e questionários, estudos de campo, neurociência, análise de dados já consolidados e aplicações. Uma vez que são notadas as “anomalias”, a Psicologia Econômica busca encontrar e entender erros sistemáticos decorrentes de vieses gerados pelo uso de atalhos mentais, também chamados de heurísticas. Esses erros costumar estar relacionados a: otimismo e autoconfiança exagerados, aversão à perda e problemas na avaliação de risco, desconto hiperbólico subjetivo no tempo, contabilidade mental, ancoragem e framing, falácia dos custos irrecuperáveis, e por ai vai.</p>
<h2>Armadilhas</h2>
<p>O ato de Decidir se apoia nos passos antecedentes da percepção e avaliação das condições oferecidas, sendo necessário o tempo todo a atenção e um bom planejamento para não cairmos em “armadilhas” que estão presentes o tempo todo em nosso cotidiano. Veja alguns exemplos:</p>
<h3><strong>Dissonância Cognitiva<br />
</strong></h3>
<p><img decoding="async" loading="lazy" class="size-medium wp-image-1654 aligncenter" src="https://gestaofinanceiracriativa.com.br/wp-content/uploads/2018/01/cigarette-110849_1280-300x190.jpg" alt="" width="300" height="190" srcset="https://gestaofinanceiracriativa.com.br/wp-content/uploads/2018/01/cigarette-110849_1280-300x190.jpg 300w, https://gestaofinanceiracriativa.com.br/wp-content/uploads/2018/01/cigarette-110849_1280-768x486.jpg 768w, https://gestaofinanceiracriativa.com.br/wp-content/uploads/2018/01/cigarette-110849_1280-1024x648.jpg 1024w, https://gestaofinanceiracriativa.com.br/wp-content/uploads/2018/01/cigarette-110849_1280.jpg 1280w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p>Quando estamos diante de fatos ou ideias contraditórios, procuramos dissolver o desconforto, pendendo para um dos lados. Exemplo: fumante que, mesmo sabendo que fumar faz mal, continua a fumar, pois acredita que os problemas só virão quando for mais velho.</p>
<h3><strong>Efeito de ancoragem<br />
</strong></h3>
<p><img decoding="async" loading="lazy" class="size-medium wp-image-1655 aligncenter" src="https://gestaofinanceiracriativa.com.br/wp-content/uploads/2018/01/supermarket-435452_1920-300x169.jpg" alt="" width="300" height="169" srcset="https://gestaofinanceiracriativa.com.br/wp-content/uploads/2018/01/supermarket-435452_1920-300x169.jpg 300w, https://gestaofinanceiracriativa.com.br/wp-content/uploads/2018/01/supermarket-435452_1920-768x432.jpg 768w, https://gestaofinanceiracriativa.com.br/wp-content/uploads/2018/01/supermarket-435452_1920-1024x576.jpg 1024w, https://gestaofinanceiracriativa.com.br/wp-content/uploads/2018/01/supermarket-435452_1920.jpg 1920w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p>Ficamos amarrados em determinados números, o que pode prejudicar nossas decisões: Exemplo: situação da compra de um apartamento. Um dos apartamentos, mais barato, custa R$ 200 mil mas precisa de uma reforma. O segundo, no valor de R$ 210 mil já está pronto para morar. Muita gente acaba escolhendo a primeira opção por se prender apenas no valor da compra, deixando de lado o custo que será necessário com a reforma, que muitas vezes, pode até ultrapassar o valor do apartamento pronto para morar.</p>
<h3>Pirâmide</h3>
<p><img decoding="async" loading="lazy" class="size-medium wp-image-1656 aligncenter" src="https://gestaofinanceiracriativa.com.br/wp-content/uploads/2018/01/money-1974695_1920-200x300.jpg" alt="" width="200" height="300" srcset="https://gestaofinanceiracriativa.com.br/wp-content/uploads/2018/01/money-1974695_1920-200x300.jpg 200w, https://gestaofinanceiracriativa.com.br/wp-content/uploads/2018/01/money-1974695_1920-768x1152.jpg 768w, https://gestaofinanceiracriativa.com.br/wp-content/uploads/2018/01/money-1974695_1920-683x1024.jpg 683w, https://gestaofinanceiracriativa.com.br/wp-content/uploads/2018/01/money-1974695_1920.jpg 1280w" sizes="(max-width: 200px) 100vw, 200px" /></p>
<p>Trata-se de esquemas onde os “espertões” que criam a fórmula do sucesso atraem pessoas para seu negócio, sendo que o objetivo do negócio é sempre atrair novas pessoas, e estas, quando entram no negócio, precisam pagar. Por isso o nome pirâmide, que suste o topo da pirâmide acabam sendo estas pessoas que vão entrando e formando a base, e, acabam só perdendo seu dinheiro num “investimento ilusório”.</p>
<h3><strong>Comportamento manada</strong></h3>
<p><img decoding="async" loading="lazy" class="size-medium wp-image-1657 aligncenter" src="https://gestaofinanceiracriativa.com.br/wp-content/uploads/2018/01/botswana-874176_1920-300x169.jpg" alt="" width="300" height="169" srcset="https://gestaofinanceiracriativa.com.br/wp-content/uploads/2018/01/botswana-874176_1920-300x169.jpg 300w, https://gestaofinanceiracriativa.com.br/wp-content/uploads/2018/01/botswana-874176_1920-768x432.jpg 768w, https://gestaofinanceiracriativa.com.br/wp-content/uploads/2018/01/botswana-874176_1920-1024x576.jpg 1024w, https://gestaofinanceiracriativa.com.br/wp-content/uploads/2018/01/botswana-874176_1920.jpg 1920w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p>É o comportamento popularmente conhecido como “Maria vai com as outras”. Pessoas ouvem conhecidos falarem, ou às vezes até na mídia, sobre algum investimento interessante e acabam entrando na onda, sem nem ao menos ter pesquisado sobre o assunto. Em muitos casos, o resultado disso é que quem entrou depois já pega a hora que o investimento já não era mais tão rentável.</p>
<h3><strong>Informações demais</strong></h3>
<p><img decoding="async" loading="lazy" class="size-medium wp-image-1658 aligncenter" src="https://gestaofinanceiracriativa.com.br/wp-content/uploads/2018/01/business-962355_1920-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" srcset="https://gestaofinanceiracriativa.com.br/wp-content/uploads/2018/01/business-962355_1920-300x225.jpg 300w, https://gestaofinanceiracriativa.com.br/wp-content/uploads/2018/01/business-962355_1920-768x576.jpg 768w, https://gestaofinanceiracriativa.com.br/wp-content/uploads/2018/01/business-962355_1920-1024x768.jpg 1024w, https://gestaofinanceiracriativa.com.br/wp-content/uploads/2018/01/business-962355_1920.jpg 1920w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p>Este é o típico caso que nos é apresentado quando vamos ao banco e o gerente nos mostra aqueles montes de documentos para assinar, com letras miúdas e termos técnicos, o que dificulta o real entendimento do produto ou serviço.</p>
<h3><strong>Contabilidade mental</strong></h3>
<p><img decoding="async" loading="lazy" class="size-medium wp-image-1659 aligncenter" src="https://gestaofinanceiracriativa.com.br/wp-content/uploads/2018/01/coins-1015125_19201-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" srcset="https://gestaofinanceiracriativa.com.br/wp-content/uploads/2018/01/coins-1015125_19201-300x200.jpg 300w, https://gestaofinanceiracriativa.com.br/wp-content/uploads/2018/01/coins-1015125_19201-768x512.jpg 768w, https://gestaofinanceiracriativa.com.br/wp-content/uploads/2018/01/coins-1015125_19201-1024x683.jpg 1024w, https://gestaofinanceiracriativa.com.br/wp-content/uploads/2018/01/coins-1015125_19201.jpg 1920w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p>É o caso em que tomamos as decisões financeiras irracionais motivadas por uma necessidade imediata. Muitas vezes acabamos fazendo a pior escolha por conta da falta de tempo para refletir e pela busca da comodidade.</p>
<h3><strong>Aversão à perda</strong></h3>
<h3><strong><img decoding="async" loading="lazy" class="size-medium wp-image-1660 aligncenter" src="https://gestaofinanceiracriativa.com.br/wp-content/uploads/2018/01/gambling-602976_1920-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" srcset="https://gestaofinanceiracriativa.com.br/wp-content/uploads/2018/01/gambling-602976_1920-300x200.jpg 300w, https://gestaofinanceiracriativa.com.br/wp-content/uploads/2018/01/gambling-602976_1920-768x513.jpg 768w, https://gestaofinanceiracriativa.com.br/wp-content/uploads/2018/01/gambling-602976_1920-1024x684.jpg 1024w, https://gestaofinanceiracriativa.com.br/wp-content/uploads/2018/01/gambling-602976_1920.jpg 1920w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></strong></h3>
<p>Experimentos mostram que nós temos aversão à perda, e não à riscos, e mais do que isso, o sentimento que temos em perder um valor é muito maior (tristeza) do que o sentimento que temos quando ganhamos esse mesmo valor.</p>
<p>Todas estas “armadilhas”, assim como outras, estão presentes no livro <em>Decisões Econômicas – Você já parou para pensar</em>, da Vera Rita de Mello Ferreira. Devemos ter uma boa educação financeira, com planejamentos e metas bem definidos, além de nos exercitarmos para que nossos hábitos nos levem a aproveitar nossa vida agora sem comprometer nosso futuro, caso contrário, o número de armadilhas que estão armadas para nos pegar cada vez cresce mais.</p>
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