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	<description>Educação Financeira e Gestão Empresarial</description>
	<lastBuildDate>Tue, 28 Jul 2026 16:00:30 +0000</lastBuildDate>
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		<title>5&#215;2: novo marco da Reforma Tributária acelera adaptação das empresas ao modelo que substituirá cinco tributos por dois</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Victor Barboza]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Jul 2026 16:00:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Negócios]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A partir de 3 de agosto, sistemas de emissão de documentos fiscais eletrônicos deverão preencher obrigatoriamente os campos referentes à Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e ao Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), marcando uma nova etapa da implementação da Reforma Tributária do consumo. A exigência faz parte do período de transição que substituirá, [&#8230;]</p>
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<p>A partir de 3 de agosto, sistemas de emissão de documentos fiscais eletrônicos deverão preencher obrigatoriamente os campos referentes à Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e ao Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), marcando uma nova etapa da implementação da Reforma Tributária do consumo.</p>



<p>A exigência faz parte do período de transição que substituirá, gradualmente, cinco tributos atuais (PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS) por dois novos impostos sobre o consumo.</p>



<p>Embora o recolhimento dos novos tributos ainda esteja em fase de testes, especialistas afirmam que a obrigatoriedade representa um marco importante para as empresas, que precisarão revisar processos internos, atualizar sistemas e garantir maior integração entre as áreas Fiscal, Financeira e de Recursos Humanos.</p>



<p>Segundo Marcio Caixeta, Gerente de Departamento Pessoal da Sólides. a mudança reforça uma tendência que já vinha sendo impulsionada pela digitalização das obrigações legais.</p>



<p>&#8220;A Reforma Tributária não altera diretamente a legislação trabalhista, mas aumenta a necessidade de informações consistentes entre diferentes áreas da empresa. Quanto maior a integração dos processos, menor a chance de inconsistências e retrabalho.&#8221;, afirma.</p>



<h2><a></a>Integração passa a ser prioridade</h2>



<p>A Reforma Tributária exige que empresas adaptem seus sistemas para uma nova lógica de apuração dos tributos sobre o consumo. Na prática, isso significa que informações fiscais precisarão conversar com dados financeiros e operacionais de maneira cada vez mais integrada.</p>



<p>Esse movimento ocorre em um cenário em que organizações já convivem com <a href="https://solides.com.br/blog/folha-de-pagamento-e-esocial-entenda-a-relacao/">softwares de folha de pagamento no eSocial,</a> responsável por reunir informações relacionadas à remuneração, admissões, férias, afastamentos, encargos e demais obrigações trabalhistas.</p>



<p>Para especialistas, essa convergência entre sistemas aumenta a importância da qualidade das informações registradas pelas empresas.</p>



<p>&#8220;Hoje, um erro não costuma ficar restrito a um único departamento. Dados inconsistentes podem gerar retrabalho, dificultar o cumprimento das obrigações acessórias e aumentar riscos de conformidade. Por isso, investir em processos integrados deixou de ser apenas uma questão de produtividade&#8221;, afirma Caixeta.</p>



<h2><a></a>Período de adaptação exige revisão de processos</h2>



<p>O novo marco da Reforma Tributária não representa apenas uma mudança tecnológica. Empresas também precisarão revisar fluxos internos, atualizar cadastros, capacitar equipes e adequar sistemas para garantir que as novas exigências sejam atendidas corretamente.</p>



<p>Segundo <a href="https://www.gov.br/receitafederal/pt-br/acesso-a-informacao/acoes-e-programas/programas-e-atividades/reforma-tributaria-do-consumo/orientacoes-2026">orientações da Receita Federal e do Comitê Gestor do IBS</a>, 2026 funciona como um período de transição operacional. Durante essa fase, a CBS e o IBS aparecem destacados nos documentos fiscais, mas a apuração ocorre em caráter informativo, permitindo que empresas ajustem seus processos antes da implementação definitiva do novo modelo.</p>



<p>Na avaliação de especialistas, esse período representa uma oportunidade para fortalecer a governança das informações corporativas e reduzir a dependência de processos manuais.</p>



<p>À medida que a Reforma Tributária avança, a tendência é que a integração entre áreas antes tratadas de forma isolada se torne cada vez mais estratégica. Nesse cenário, soluções capazes de centralizar informações, automatizar rotinas e garantir conformidade legal devem ganhar ainda mais relevância durante a transição para o novo sistema tributário brasileiro.</p>
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		<title>Pix Automático ganha espaço como ferramenta para reduzir inadimplência e aumentar previsibilidade financeira das empresas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Victor Barboza]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Jul 2026 11:56:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Negócios]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A chegada do Pix Automático marca uma nova etapa na evolução dos meios de pagamento digitais no Brasil. Desenvolvida para facilitar cobranças recorrentes, a ferramenta vem sendo apontada por especialistas como uma solução capaz de reduzir a inadimplência, aumentar a previsibilidade de receitas e simplificar a gestão financeira de empresas que dependem de pagamentos mensais [&#8230;]</p>
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<p>A chegada do Pix Automático marca uma nova etapa na evolução dos meios de pagamento digitais no Brasil. Desenvolvida para facilitar cobranças recorrentes, a ferramenta vem sendo apontada por especialistas como uma solução capaz de reduzir a inadimplência, aumentar a previsibilidade de receitas e simplificar a gestão financeira de empresas que dependem de pagamentos mensais ou periódicos. A funcionalidade permite que consumidores autorizem uma cobrança apenas uma vez, possibilitando que os pagamentos sejam realizados automaticamente nas datas programadas. O modelo tem potencial para substituir processos tradicionalmente associados a boletos bancários e, em alguns casos, até mesmo ao débito automático.</p>



<p>Segundo Guilherme Fernandes, Head de Operações da Trio, empresa especializada em tecnologia para pagamentos, o Pix Automático resolve um problema histórico das empresas: a dependência de processos manuais para garantir o recebimento dos valores. “A principal diferença está na fricção operacional e na infraestrutura tecnológica. O boleto exige que a pessoa lembre de pagar e faça isso manualmente todo mês, o que aumenta o risco de esquecimento, além de demorar mais para o dinheiro cair na conta da empresa. Já o débito automático resolve a questão do esquecimento, mas é super complexo e caro para as empresas, porque exige fechar acordos e integrar sistemas com cada banco separadamente. O Pix Automático muda isso por rodar na estrutura do Banco Central. Com uma única integração, a empresa consegue cobrar clientes de qualquer banco de um jeito padronizado, sem atrito e com o dinheiro caindo na hora”, explica.&nbsp;</p>



<p>Embora a inadimplência seja frequentemente associada à falta de recursos financeiros, especialistas destacam que uma parcela significativa dos atrasos ocorre simplesmente por esquecimento ou procrastinação do pagamento. Nesse contexto, o Pix Automático surge como uma alternativa para reduzir o que o mercado chama de inadimplência involuntária. “Ele resolve aquela inadimplência ‘sem querer’. Aquela que acontece só porque o cliente esqueceu a data ou ficou enrolando para abrir o app do banco, copiar o código e pagar. Com o Pix Automático, a pessoa autoriza a cobrança uma vez só e pronto. Tirando essa barreira manual, a empresa garante que o pagamento vai acontecer na data certa, desde que o cliente tenha saldo na conta. Só isso já derruba muito os índices de atraso”, explica Fernandes.</p>



<p>O mecanismo também ajuda a combater um fenômeno conhecido como churn involuntário, quando clientes deixam de utilizar um serviço porque o pagamento não foi realizado corretamente. “Uma vez que o cliente autoriza o Pix Automático, o próprio sistema cuida do resto. É perfeito porque a empresa garante a receita e o cliente não precisa mais se preocupar em lembrar do vencimento todo mês para continuar usando o serviço”, diz Fernandes.</p>



<p><strong>Receita mais previsível</strong></p>



<p>Além de reduzir atrasos, a nova modalidade também tende a trazer mais previsibilidade para o caixa das empresas. Ao contrário de outros meios de pagamento que dependem de compensações posteriores ou podem sofrer falhas em tentativas de cobrança, o Pix Automático utiliza a infraestrutura instantânea do sistema de pagamentos do Banco Central.</p>



<p>“Ele junta duas coisas muito fortes, que são a garantia de que a cobrança vai acontecer e o recebimento instantâneo. Em outros métodos, a empresa precisa esperar dias para o dinheiro cair ou fica dependendo de retentativas de cartão de crédito que podem falhar. O Pix Automático credita o valor na hora. Isso dá para as empresas uma visão real de quanto dinheiro tem em caixa naquele exato momento, sem depender de estimativas”, afirma o executivo da Trio.</p>



<p>A previsibilidade de receitas é considerada um fator estratégico especialmente para empresas que trabalham com assinaturas, mensalidades ou contratos recorrentes.</p>



<p>Para especialistas em gestão financeira, a previsibilidade de caixa influencia diretamente a capacidade das empresas de planejar investimentos, controlar despesas e administrar o capital de giro. “O impacto direto é a redução de custos operacionais e mais eficiência para o departamento financeiro. Quando você sabe exatamente quando o dinheiro vai entrar e ele já fica disponível na hora, as decisões passam a ser baseadas em dados reais. Isso melhora muito o planejamento e a gestão do capital de giro, porque a empresa para de operar no escuro, diminui a necessidade de antecipar recebíveis pagando juros, e consegue se organizar de forma muito mais saudável”, explica Fernandes.</p>



<p><strong>Benefícios para pequenas e médias empresas</strong></p>



<p>A expectativa é que o Pix Automático tenha um impacto especialmente relevante entre pequenas e médias empresas, que historicamente enfrentaram barreiras para acessar ferramentas de cobrança automatizada. Antes, a implementação do débito automático exigia negociações individuais com instituições financeiras e integrações específicas para cada banco.</p>



<p>“O Pix Automático entrega para as pequenas e médias empresas a mesma eficiência que antes só as grandes tinham. Ter cobrança via débito automático exigia uma negociação com os bancos que era inviável para as PMEs. Agora, com o Pix Automático e uma integração mais simples, as pequenas e médias têm acesso a essa mesma estrutura de ponta. É a chance de automatizar as cobranças e crescer sem precisar inchar a equipe do financeiro”, afirma Fernandes.</p>



<p>A funcionalidade deve beneficiar especialmente negócios que trabalham com pagamentos recorrentes. Entre os setores com maior potencial de adoção estão academias, escolas, condomínios, clubes de assinatura, planos de saúde, serviços de streaming e concessionárias de serviços públicos. “Basicamente, qualquer negócio que funcione com pagamentos recorrentes. Isso vale tanto para o mercado B2B, como empresas que vendem serviços por assinatura, quanto para negócios focados no consumidor final que têm um volume grande de clientes”, completa Fernandes.</p>
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		<title>Reforma Tributária muda regras do Simples Nacional e exige planejamento das empresas já em setembro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Victor Barboza]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Jul 2026 11:53:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Negócios]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Embora a Reforma Tributária entre em uma fase gradual de implementação apenas a partir de 2027, algumas decisões começam a fazer parte da rotina das empresas ainda neste ano. Entre os dias 1º e 30 de setembro, empresas que pretendem optar pelo Simples Nacional para 2027 e aquelas que desejarem recolher o IBS (Imposto sobre [&#8230;]</p>
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<p>Embora a Reforma Tributária entre em uma fase gradual de implementação apenas a partir de 2027, algumas decisões começam a fazer parte da rotina das empresas ainda neste ano. Entre os dias 1º e 30 de setembro, empresas que pretendem optar pelo Simples Nacional para 2027 e aquelas que desejarem recolher o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) pelo regime regular deverão formalizar essa escolha no Portal do Simples Nacional.</p>



<p>A principal novidade é que empresas enquadradas no Simples poderão optar por recolher IBS e CBS fora da guia única do regime, permanecendo no Simples para os demais tributos. Na prática, isso significa que os novos impostos poderão ser apurados pelo regime regular, permitindo o aproveitamento de créditos tributários previstos na Reforma Tributária.</p>



<p>A mudança exige atenção porque a decisão pode influenciar diretamente a competitividade da empresa, a formação de preços, o relacionamento com clientes e fornecedores e o planejamento tributário dos próximos anos.</p>



<p>Para João Victor da Silva, economista e analista de Mercado da Orsitec, esse é um dos momentos em que a Reforma Tributária exige um planejamento mais estratégico por parte das empresas.</p>



<p>&#8220;Até aqui, para muitas empresas, permanecer no Simples Nacional era uma decisão relativamente simples. Com a Reforma Tributária, além do enquadramento no regime, será necessário analisar como a forma de recolhimento do IBS e da CBS pode impactar cada operação. Não existe uma solução única, porque cada empresa possui uma realidade diferente.&#8221;</p>



<p>Segundo o economista, a escolha passa a depender de fatores como segmento de atuação, perfil dos clientes, cadeia de fornecedores, estrutura de custos e possibilidade de aproveitamento de créditos tributários. Ele lembra que para empresas do Simples que têm consumidor final como clientes (pessoas físicas, condomínios, entre outros), pode valer&nbsp;a pena permanecer no regime tradicional.</p>



<p>&#8220;O empresário precisa entender quem são seus clientes, quem são seus fornecedores, qual é o peso dos insumos na operação e de que forma os créditos tributários podem influenciar sua competitividade. São fatores que variam de empresa para empresa e que precisam ser avaliados antes da escolha.&#8221;</p>



<p><strong>Nova sistemática pode favorecer empresas que negociam com outras empresas</strong></p>



<p>Uma das principais mudanças trazidas pela Reforma Tributária é a possibilidade de aproveitamento de créditos de IBS e CBS quando esses tributos são recolhidos pelo regime regular. Nas operações entre empresas, esse mecanismo pode tornar fornecedores mais competitivos, já que os clientes poderão utilizar esses créditos na apuração dos impostos.</p>



<p>Para João Victor da Silva, essa é uma das razões pelas quais a decisão deve ser tomada com base em estudos e simulações.</p>



<p>&#8220;Duas empresas com faturamento semelhante podem chegar a conclusões completamente diferentes. O que determina a melhor escolha é o modelo de negócio, a cadeia de fornecedores, o perfil dos clientes e a forma como a empresa opera.&#8221;</p>



<p>De acordo com João Victor, justamente por envolver tantas variáveis, a recomendação é que as empresas iniciem essa análise antes da abertura do prazo de opção.</p>



<p>&#8220;A Reforma Tributária muda a forma como as empresas precisam planejar seus tributos. Quanto antes esse estudo começar, maior será a segurança para tomar uma decisão alinhada à realidade do negócio e evitar escolhas precipitadas.&#8221;</p>



<p>Embora a implementação completa da Reforma Tributária aconteça de forma gradual até 2033, o economista destaca que este já é um dos primeiros reflexos concretos das novas regras no dia a dia das empresas.</p>



<p>&#8220;A transição será longa, mas o planejamento começa agora. As empresas que compreenderem essas mudanças desde o início terão mais tempo para avaliar cenários, organizar seus processos e tomar decisões com mais segurança.&#8221;</p>
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		<title>Boletos x Reforma Tributária: empresas podem pagar imposto sobre dinheiro que nunca receberam</title>
		<link>https://gestaofinanceiracriativa.com.br/boletos-x-reforma-tributaria-empresas-podem-pagar-imposto-sobre-dinheiro-que-nunca-receberam/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Victor Barboza]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Jul 2026 17:51:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Negócios]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Reforma Tributária chegou com a promessa de simplificar. Mas, na prática do dia a dia das empresas, ela trouxe também um novo nível de atenção que muitos gestores ainda não perceberam: cada detalhe operacional, inclusive a forma como um desconto é concedido em uma fatura ou boleto, tem impacto direto sobre quanto de imposto [&#8230;]</p>
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<p>A Reforma Tributária chegou com a promessa de simplificar. Mas, na prática do dia a dia das empresas, ela trouxe também um novo nível de atenção que muitos gestores ainda não perceberam: cada detalhe operacional, inclusive a forma como um desconto é concedido em uma fatura ou boleto, tem impacto direto sobre quanto de imposto a empresa vai pagar e, consequentemente, sobre o seu caixa.</p>



<p>Para Ulisses Brondi, CEO da ASIS Tax Tech, especializada em soluções para gestão tributária, não dá mais para gerenciar o tributário de forma reativa e sem controle. &#8220;A Reforma Tributária mudou a lógica do imposto sobre consumo no Brasil e, agora, um detalhe que antes passava despercebido, como a forma em que um desconto é registrado no boleto, pode ter impacto direto nas finanças de uma empresa&#8221;.</p>



<p>A afirmação não é exagero. Com a criação do IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e da CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), regulamentados pelo Decreto nº 12.955/2026 e pela Resolução CGIBS nº 6/2026, uma distinção aparentemente técnica entre desconto incondicional e desconto condicional passou a ter um grande peso financeiro.</p>



<figure class="wp-block-image"><img alt=""/></figure>



<p><em><strong>Ulisses Brondi, CEO da ASIS Tax Tech</strong></em></p>



<p>Na prática, descontos incondicionais não integram a base de cálculo do IBS e da CBS. &#8220;Se o desconto for concedido diretamente na nota fiscal ou no documento de cobrança, sem depender de nenhuma condição futura, ele reduz o valor sobre o qual o imposto incide. Porém, se o desconto for condicional, ou seja, se ele depender de um evento futuro, como o pagamento do boleto até o vencimento, a lógica muda completamente. O imposto é calculado sobre o valor cheio da operação, mesmo que o cliente efetivamente pague menos&#8221;, explica o executivo.</p>



<p>Imagine uma loja de materiais de construção que vende R$ 10.000 em mercadorias para um cliente. Ela quer conceder um desconto de 5% para incentivar o pagamento rápido. Assim, a loja concede os 5% de desconto diretamente na nota fiscal, sem condição alguma. O valor da operação registrado já é de R$ 9.500. O IBS e a CBS incidem sobre R$ 9.500, e paga-se imposto sobre o que o cliente realmente pagou.</p>



<p>Mas, se a loja emite a nota fiscal por R$ 10.000 e insere no boleto a cláusula: &#8220;5% de desconto se pago até o vencimento&#8221;, o cliente paga R$ 9.500, mas o IBS e a CBS incidem sobre R$ 10.000. Ou seja, a empresa recolhe imposto sobre um valor que não recebeu integralmente.</p>



<p>A diferença parece pequena. Mas, multiplicada por centenas de operações mensais, com alíquotas de IBS e CBS que, somadas, podem superar 25% quando a reforma estiver plenamente implementada em 2033, o impacto no caixa pode ser significativo.</p>



<p>&#8220;Esse é exatamente o tipo de detalhe que precisa ser revisado agora. Com o split payment, que vai separar o valor do imposto no momento do pagamento, diretamente para o governo, quem errar na base de cálculo vai sentir o impacto no caixa de forma imediata, sem tempo para corrigir depois&#8221;, alerta Ulisses.</p>



<p><strong>O Split Payment muda tudo</strong></p>



<p>A questão dos descontos não existe sozinha. Com a Reforma Tributária, foi criado o Split Payment: um mecanismo pelo qual, no momento em que o cliente paga (via Pix, boleto ou transferência), o sistema bancário separa automaticamente a parcela de IBS e CBS e a envia diretamente ao governo.</p>



<p>Em uma compra de R$ 100, por exemplo, se R$ 20 forem tributos, o sistema divide o valor no momento do pagamento: o cliente continua pagando R$ 100, mas R$ 80 vão para a empresa e R$ 20 são enviados diretamente ao governo.</p>



<p>&#8220;O impacto disso no fluxo de caixa é profundo. Hoje, muitas empresas usam o intervalo entre a venda e o vencimento do imposto para movimentar capital de giro. Com o split payment, esse intervalo desaparece&#8221;, diz o executivo.</p>



<p>Para o CEO da ASIS, 2026 é um ano de testar, corrigir e se posicionar. &#8220;Quem revisar suas políticas comerciais e a forma como documenta os descontos ainda em 2026 vai chegar em 2027 muito mais preparado e com menos risco de autuação&#8221;, conclui Ulisses.</p>
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		<title>IA já assume até 45% das operações financeiras e muda rotina dos CFOs</title>
		<link>https://gestaofinanceiracriativa.com.br/ia-ja-assume-ate-45-das-operacoes-financeiras-e-muda-rotina-dos-cfos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Victor Barboza]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 12:09:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A transformação digital vem alterando profundamente a rotina das áreas financeiras. Atividades que durante décadas dependeram de conferências manuais, aprovações sucessivas e análise operacional passaram a ser executadas por sistemas inteligentes capazes de processar informações, identificar padrões e automatizar decisões.&#160; Segundo estudo publicado pela World Scientific, soluções baseadas em Machine Learning já conseguem assumir até [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>A transformação digital vem alterando profundamente a rotina das áreas financeiras. Atividades que durante décadas dependeram de conferências manuais, aprovações sucessivas e análise operacional passaram a ser executadas por sistemas inteligentes capazes de processar informações, identificar padrões e automatizar decisões.&nbsp;</p>



<p>Segundo estudo publicado pela World Scientific, <a href="https://www.worldscientific.com/doi/pdf/10.1142/9781800618428_0001?srsltid=AfmBOoqa40Aswp5Pu-M_1l0GI_0xpUxZsiCHWSGrpsSk1n2UbQaGPFWb" target="_blank" rel="noreferrer noopener">soluções baseadas em Machine Learning já conseguem assumir até 45% dos fluxos de trabalho operacionais</a> e financeiros das empresas.</p>



<p>O avanço da automação ocorre em um momento de crescente pressão por eficiência, controle de custos e agilidade na tomada de decisões. Mais do que reduzir tarefas repetitivas, a tecnologia tem provocado uma mudança estrutural no papel das lideranças financeiras, especialmente dos Chief Financial Officers (CFOs), executivos responsáveis pela gestão financeira das empresas , que passam a dedicar menos tempo a processos operacionais e mais atenção à estratégia dos negócios.</p>



<p>A mudança reflete uma tendência observada em empresas de diferentes portes e setores, nas quais a área financeira deixa de ser vista apenas como responsável pelo controle de despesas para assumir uma posição mais próxima da inteligência de mercado, do planejamento corporativo e da geração de valor para o negócio.</p>



<h2>O fim da rotina baseada em planilhas</h2>



<p>Tradicionalmente, grande parte do tempo das equipes financeiras era consumida por atividades como validação de documentos, conferência de despesas, aprovação de pagamentos, controle de reembolsos e elaboração de relatórios.</p>



<p>Embora essenciais para a operação das empresas, essas tarefas possuem alto grau de repetição e demandam significativa dedicação das equipes. Com o avanço da Inteligência Artificial, muitos desses processos passaram a ser executados de forma automática, reduzindo erros, acelerando fluxos internos e aumentando a eficiência operacional.</p>



<p>A automação também permite maior padronização dos processos, ampliando a visibilidade sobre dados financeiros e facilitando auditorias, controles internos e práticas de governança corporativa.</p>



<h2>CFO passa a atuar de forma mais estratégica</h2>



<p>Com a redução das atividades operacionais, o papel do CFO vem sendo redefinido dentro das organizações. Em vez de concentrar esforços na supervisão de rotinas administrativas, esses executivos passam a atuar de forma mais próxima das decisões estratégicas relacionadas ao crescimento da empresa.</p>



<p>Entre as atribuições que ganham espaço estão a análise de cenários econômicos, a avaliação de oportunidades de expansão, a captação de recursos, a gestão de riscos e o suporte à tomada de decisão baseada em dados.</p>



<p>Nesse contexto, a área financeira deixa de funcionar apenas como um centro de controle para se tornar uma fonte de inteligência capaz de apoiar diferentes áreas do negócio.</p>



<h2>Gestão de despesas ganha protagonismo</h2>



<p>Uma das áreas mais impactadas pela automação é a gestão de despesas corporativas. Processos relacionados a reembolsos, viagens, prestação de contas e controle de gastos costumam envolver grande volume de documentos e verificações, tornando-se candidatos naturais para aplicação de Inteligência Artificial.</p>



<p>A adoção de plataformas especializadas permite automatizar aprovações, consolidar informações em tempo real e identificar inconsistências com maior rapidez. Como resultado, empresas conseguem reduzir retrabalho, aumentar a transparência e fortalecer mecanismos de controle financeiro.</p>



<p>O movimento também impulsiona a adoção de <a href="https://paytrack.com.br/viagens-corporativas/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">plataformas de gestão de viagens corporativas</a>, que ajudam organizações a integrar reservas, despesas, políticas internas e prestação de contas em um único ambiente digital.</p>



<h2>Inteligência Artificial deixa de ser tendência e vira infraestrutura</h2>



<p>Especialistas apontam que a próxima etapa da transformação digital não estará apenas na adoção pontual de ferramentas de IA, mas na incorporação da tecnologia como parte da infraestrutura operacional das empresas.</p>



<p>À medida que sistemas inteligentes assumem tarefas repetitivas e operacionais, profissionais financeiros tendem a concentrar esforços em atividades que exigem interpretação, visão de mercado e capacidade de tomada de decisão.</p>



<p>Nesse cenário, a Inteligência Artificial deixa de atuar apenas como ferramenta de produtividade e passa a desempenhar um papel central na construção de organizações mais eficientes, ágeis e orientadas por dados. Para os CFOs, isso significa uma mudança de função: menos tempo dedicado ao processamento de informações e mais foco na definição dos rumos do negócio.</p>



<p>A tendência reforça uma transformação mais ampla dentro das empresas. Se antes a tecnologia era vista como apoio às operações financeiras, agora ela passa a assumir parte relevante dessas atividades, permitindo que lideranças concentrem esforços naquilo que máquinas ainda não conseguem substituir: análise estratégica, visão de longo prazo e tomada de decisões em ambientes cada vez mais complexos.</p>
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		<title>Pesquisa revela: 41% desistiram de investir por achar difícil demais e 44% superestimam o valor mínimo para começar</title>
		<link>https://gestaofinanceiracriativa.com.br/pesquisa-revela-41-desistiram-de-investir-por-achar-dificil-demais-e-44-superestimam-o-valor-minimo-para-comecar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Victor Barboza]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Jun 2026 16:04:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Investimentos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Para muita gente, investir é algo que fica para depois, não por falta de vontade, mas por uma combinação de complexidade e desinformação.&#160; Uma pesquisa da meutudo com 9.117 participantes, realizada em maio de 2026, revela que 41% já desistiram de investir por achar o processo complicado demais, e que 44% superestimam o valor mínimo [&#8230;]</p>
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<p>Para muita gente, investir é algo que fica para depois, não por falta de vontade, mas por uma combinação de complexidade e desinformação.&nbsp;</p>



<p>Uma pesquisa da <a href="https://meutudo.com.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">meutudo</a> com 9.117 participantes, realizada em maio de 2026, revela que 41% já desistiram de investir por achar o processo complicado demais, e que 44% superestimam o valor mínimo necessário para começar.</p>



<h2><strong>41% desistiram&nbsp; e apenas 14% buscaram ajuda e conseguiram continuar</strong></h2>



<p>Quando perguntados se já haviam deixado de investir por não entender os termos ou o processo, 41% dos respondentes confirmaram: desistiram por achar o processo complicado demais. Entre jovens de 25 a 34 anos, esse índice é ainda mais alto, 46%, o maior entre todas as faixas etárias.</p>



<p>O dado que mais preocupa, porém, está no outro lado da equação: apenas 14% buscaram ajuda e conseguiram continuar.&nbsp;</p>



<p>Isso significa que, para cada pessoa que superou a barreira com suporte, quase três simplesmente pararam. A proporção evidencia não só a dificuldade do processo, mas a ausência de caminhos acessíveis para quem trava no meio do caminho.</p>



<h2><strong>44% acham que precisam de R$ 500 ou mais</strong></h2>



<p>A segunda barreira é de percepção: 44% dos participantes acreditam precisar de R$ 500 ou mais para dar o primeiro passo nos investimentos.&nbsp;</p>



<p>Desse grupo, 21% acham que o valor mínimo necessário ultrapassa R$ 2.000. Entre os respondentes com 55 anos ou mais, esse índice sobe para 31%.</p>



<p>A realidade é outra: produtos como o Tesouro Direto permitem aplicações a partir de R$ 30. Mas apenas 6% dos respondentes sabiam que é possível investir com menos de R$ 50. O mito do valor alto, portanto, não é um detalhe, é um bloqueio concreto que impede o primeiro passo antes mesmo de qualquer tentativa.</p>



<p><strong>47% nunca buscaram nenhum conteúdo educativo sobre investimentos</strong></p>



<p>A desistência e a percepção equivocada têm um pano de fundo comum: quase metade dos participantes, 47%, nunca buscou nenhum material educativo sobre o tema. Apenas 20% afirmam buscar conteúdo sobre investimentos com frequência.</p>



<p>O padrão se repete nas faixas etárias com menor atividade financeira: entre os respondentes com 55 anos ou mais, 58% nunca buscaram conteúdo educativo sobre investimentos, o mesmo índice registrado entre os menores de 18 anos. A falta de busca ativa por informação ajuda a explicar por que os mitos persistem e por que a desistência é tão comum.</p>



<h2><strong>Com folga no orçamento, apenas 32% investiriam e 39% priorizariam quitar dívidas</strong></h2>



<p>A pesquisa também revela uma contradição entre intenção declarada e comportamento esperado.&nbsp;</p>



<p>Quando perguntados sobre seu principal objetivo ao investir, 44% dos participantes citam a criação de uma reserva de emergência, o item mais mencionado em todas as faixas etárias. Mas diante de um cenário concreto, uma folga real no orçamento hoje, o quadro muda.</p>



<p>Nessa situação, 39% priorizariam quitar dívidas ou limpar o nome, enquanto apenas 32% escolheriam começar um investimento.&nbsp;</p>



<p>Apenas 8% criariam uma reserva de emergência, o mesmo objetivo que lidera quando a pergunta é sobre intenção. A distância entre o que se quer e o que se faria na prática é um indicador de que barreiras emocionais e financeiras ainda pesam mais do que o planejamento.</p>
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		<title>Pró-labore vs. lucro: 5 erros que podem gerar problemas com a Receita Federal no IR 2026</title>
		<link>https://gestaofinanceiracriativa.com.br/pro-labore-vs-lucro-5-erros-que-podem-gerar-problemas-com-a-receita-federal-no-ir-2026/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Victor Barboza]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 May 2026 11:42:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Negócios]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quem tem um negócio próprio ou empresa precisa ficar atento à forma como faz a declaração do Imposto de Renda para evitar erros com o Fisco e não cair na malha fina. Entender a distinção entre pró-labore e distribuição de lucros é um dos pontos de atenção para não cometer erros na gestão financeira e [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Quem tem um negócio próprio ou empresa precisa ficar atento à forma como faz a declaração do Imposto de Renda para evitar erros com o Fisco e não cair na malha fina. Entender a distinção entre pró-labore e distribuição de lucros é um dos pontos de atenção para não cometer erros na gestão financeira e correr o risco de gerar cobranças retroativas de impostos ou multas elevadas.&nbsp;</p>



<p>Para auxiliar empreendedores na declaração, Rafael Caribé, CEO e cofundador da Agilize Contabilidade, a primeira contabilidade online do Brasil, listou cinco erros sobre o tema que podem gerar problemas com a Receita Federal.&nbsp;&nbsp;</p>



<ol>
<li><strong>Retirar apenas distribuição de lucros e ignorar o pró-labore</strong></li>
</ol>



<p>Para Rafael, um dos erros mais comuns é o sócio que atua diretamente na empresa receber exclusivamente por distribuição de lucros para evitar encargos trabalhistas e previdenciários. “A Receita entende que sócios-administradores devem obrigatoriamente receber pró-labore. Se isso não ocorrer, o Fisco pode reclassificar os lucros como remuneração salarial e cobrar INSS, Imposto de Renda e multas retroativas, o que, por sua vez, pode deixar o CPF irregular. A pessoa fica sem poder emitir passaporte, por exemplo”.</p>



<ol start="2">
<li><strong>Misturar despesas pessoais e contas da empresa</strong></li>
</ol>



<p>Usar a conta da empresa para pagar despesas pessoais, como cartão de crédito, viagens ou contas de casa, também é um dos principais gatilhos para fiscalização, de acordo com Rafael. “A prática pode gerar incompatibilidade patrimonial na declaração da pessoa física e levantar suspeitas sobre distribuição disfarçada de lucros. A Receita entende que, se a empresa pagou por algo que não é dela, o dinheiro foi recebido de forma indireta, o que gera juros e multas, além de risco de desenquadramento de regime e dificuldade no acesso a financiamentos ou crédito”.&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>



<ol start="3">
<li><strong>Fazer distribuição de lucros sem contabilidade regular</strong></li>
</ol>



<p>Para que a distribuição de lucros seja isenta de impostos, a empresa precisa manter uma escrituração contábil adequada. “Sem esse controle, a isenção fica limitada aos percentuais presumidos previstos na legislação, o que pode não refletir a realidade financeira do negócio e gerar tributação inesperada”, explica o especialista.</p>



<ol start="4">
<li><strong>Distribuir lucros mesmo com débitos tributários em aberto</strong></li>
</ol>



<p>Empresas com dívidas fiscais ou previdenciárias sem garantia legal não podem distribuir lucros aos sócios, sendo que o descumprimento pode resultar em multa equivalente a 50% do valor distribuído irregularmente, além da tributação dos valores recebidos. “Caso a empresa possua dívidas tributárias, a recomendação é que ela procure uma contabilidade que possa cuidar com atenção deste cenário, pois isso vai evitar penalidades mais sérias e proporcionar a regularização”.&nbsp;</p>



<ol start="5">
<li><strong>Ignorar as novas regras sobre dividendos em 2026</strong></li>
</ol>



<p>Desde janeiro de 2026, está em vigor a retenção de 10% de Imposto de Renda sobre lucros e dividendos acima de R$ 50 mil pagos no mesmo mês para a mesma pessoa física. “A mudança exigirá maior controle financeiro e contábil das empresas, além de atenção redobrada no envio das informações fiscais à Receita Federal. A recomendação é&nbsp; manter a documentação organizada para evitar autuações e problemas”, finaliza o especialista.</p>
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		<title>Como acertar o estoque em datas como Dia dos Namorados e Copa do Mundo</title>
		<link>https://gestaofinanceiracriativa.com.br/como-acertar-o-estoque-em-datas-como-dia-dos-namorados-e-copa-do-mundo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Victor Barboza]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 May 2026 11:40:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Negócios]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A combinação entre compras de última hora e aumento repentino no consumo durante datas sazonais têm pressionado a operação das PMEs em 2026. Um levantamento da Scanntech￼ projeta aumento de até 69% no ticket médio nas horas que antecedem os jogos da Seleção durante a Copa do Mundo. Em paralelo, o Dia dos Namorados deve [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>A combinação entre compras de última hora e aumento repentino no consumo durante datas sazonais têm pressionado a operação das PMEs em 2026. Um levantamento da Scanntech￼ projeta aumento de até 69% no ticket médio nas horas que antecedem os jogos da Seleção durante a Copa do Mundo. Em paralelo, o Dia dos Namorados deve voltar a impulsionar setores como moda, beleza, alimentação e presentes nas próximas semanas.&nbsp;</p>



<p>O desafio para o varejo é evitar dois extremos comuns nessas datas: perder vendas por falta de produto ou comprometer o caixa com excesso de mercadoria parada após o pico de consumo.</p>



<p>“Em períodos sazonais, muita empresa ainda toma decisão de compra olhando apenas percepção ou expectativa de aumento nas vendas. O problema é que o consumidor muda rápido nessas datas, e isso impacta diretamente o giro dos produtos”, afirma Reginaldo Stocco, CEO da vhsys￼. “Hoje, o estoque precisa acompanhar o comportamento da operação quase em tempo real.”</p>



<p>Uma das estratégias que mais vem ganhando espaço entre PMEs é o acompanhamento diário dos produtos com maior saída durante campanhas sazonais. Em vez de fazer uma única compra grande antes da data, empresas passaram a trabalhar com reposições mais curtas e análise constante do desempenho das categorias ao longo da semana. O movimento ajuda a reduzir excesso de mercadoria parada e dá mais margem para corrigir decisões rapidamente caso o comportamento do consumidor mude.</p>



<p>Outro ponto que passou a pesar é a integração entre vendas, estoque e fluxo de caixa. Negócios que conseguem visualizar rapidamente quais produtos estão girando mais, quais perderam ritmo e quais têm maior margem conseguem direcionar melhor promoções, reposições e investimentos durante períodos de maior demanda. Em muitos casos, itens complementares acabam trazendo mais resultado do que os produtos considerados principais da campanha, algo que só aparece quando a operação é acompanhada de forma mais detalhada.</p>



<p>“Quando o empreendedor acompanha estoque, vendas e desempenho dos produtos de forma integrada, ele consegue tomar decisões mais rápidas, reduzir desperdícios e aproveitar melhor períodos estratégicos para o faturamento”, finaliza o CEO.</p>
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		<title>Bares e restaurantes sofrem com endividamento e com as bets, alvos do Desenrola 2.0 lançado pelo governo</title>
		<link>https://gestaofinanceiracriativa.com.br/bares-e-restaurantes-sofrem-com-endividamento-e-com-as-bets-alvos-do-desenrola-2-0-lancado-pelo-governo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Victor Barboza]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 May 2026 13:20:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Com o lançamento do Desenrola Brasil 2.0, o governo federal mira nos efeitos econômicos e sociais da expansão das apostas online no país. A nova versão do programa foi anunciada com foco na renegociação de dívidas de famílias e pequenos negócios e traz, entre suas medidas, o bloqueio de apostas online por um ano para [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Com o lançamento do Desenrola Brasil 2.0, o governo federal mira nos efeitos econômicos e sociais da expansão das apostas online no país. A nova versão do programa foi anunciada com foco na renegociação de dívidas de famílias e pequenos negócios e traz, entre suas medidas, o bloqueio de apostas online por um ano para quem aderir à iniciativa.</p>



<p>O movimento ocorre em meio a novos levantamentos que apontam o peso crescente das bets sobre o orçamento das famílias: de janeiro de 2023 a março de 2026, a inadimplência associada às apostas retirou R$ 143 bilhões do comércio varejista, segundo a CNC. Enquanto o gasto dos brasileiros com essas plataformas superou R$ 30 bilhões por mês.</p>



<p>Para o setor de alimentação fora do lar, esse impacto está bem mapeado. Pesquisa da Abrasel realizada em 2024 mostrou que 43,5% dos empresários ouvidos percebem influência das bets na gestão ou no resultado do estabelecimento. Entre os que identificam esse efeito, os principais reflexos aparecem no comportamento dos funcionários, na frequência de consumidores e no desempenho das vendas.</p>



<p>Quando uma fatia crescente do orçamento doméstico passa a ser drenada pelas apostas, a alimentação fora do lar tende a perder espaço. Entre os empresários que perceberam impacto das bets na frequência dos clientes, 62,1% relataram queda. No gasto individual, 62,2% também apontaram redução.</p>



<p>Os dados apontam uma relação entre o avanço das apostas e a retração do consumo no setor. Entre os empresários do setor, 86,2% disseram enxergar relação direta entre os hábitos de aposta dos consumidores e a perda de movimento nos estabelecimentos.</p>



<p><strong>Pressão também chega ao ambiente de trabalho</strong></p>



<p>O impacto das bets, porém, também alcança o cotidiano das equipes. Entre os empresários que identificaram mudanças no comportamento dos funcionários que apostam online, 75,5% citaram aumento do endividamento pessoal e 55,1% registraram aumento dos pedidos de adiantamento salarial.</p>



<p>É nesse ponto que o Desenrola 2.0 ganha relevância adicional para o setor. Ao prever renegociação de dívidas com descontos de 30% a 90%, prazos mais longos para pagamento e bloqueio temporário das apostas para aderentes, o programa pode funcionar como uma tentativa de reorganização financeira para trabalhadores que já dão sinais de renda comprometida.</p>



<p>O novo programa também amplia condições para micro e pequenas empresas, com carência maior para início do pagamento, aumento do prazo máximo de quitação e expansão do limite de crédito. Eixo de atuação fundamental para bares e restaurantes, visto que 39% das empresas do setor possuem pagamentos em atraso, segundo outra pesquisa recente da Abrasel, feita em abril.</p>



<p>Para Paulo Solmucci, presidente-executivo da Abrasel, a questão merece atenção justamente porque reúne duas pressões relevantes sobre o setor. De um lado, o dinheiro comprometido com apostas reduz a frequência e o tíquete médio do consumidor. De outro, a alta da inadimplência se traduz em efeitos concretos sobre os trabalhadores, como maior endividamento e mais pedidos de adiantamento.</p>



<p>“Os novos levantamentos reforçam que esse é um problema que merece muita atenção. O setor sente isso dos dois lados do balcão: o consumidor sai menos e gasta menos, enquanto cresce a pressão financeira sobre os trabalhadores, com aumento do endividamento e dos pedidos de adiantamento. As ações do governo ganham importância justamente por tentar reorganizar esse cenário, num momento em que as bets já impactam consumo, vendas e rotina de trabalho”, comenta.</p>
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		<title>Febre do álbum da Copa reacende consumo impulsivo e exige controle financeiro do brasileiro</title>
		<link>https://gestaofinanceiracriativa.com.br/febre-do-album-da-copa-reacende-consumo-impulsivo-e-exige-controle-financeiro-do-brasileiro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Victor Barboza]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 May 2026 13:14:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Finanças Pessoais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A proximidade da Copa do Mundo volta a movimentar o consumo no Brasil, impulsionada pela tradicional corrida para completar o álbum de figurinhas. O fenômeno, que se repete a cada edição do torneio, ganha força em um momento de atenção redobrada com as finanças: levantamento do SPC Brasil e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A proximidade da Copa do Mundo volta a movimentar o consumo no Brasil, impulsionada pela tradicional corrida para completar o álbum de figurinhas. O fenômeno, que se repete a cada edição do torneio, ganha força em um momento de atenção redobrada com as finanças: levantamento do SPC Brasil e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), divulgado em 2025, aponta que 46% dos brasileiros admitem fazer compras por impulso com frequência, especialmente em períodos sazonais. </p>



<p>Para especialistas, a combinação entre apelo emocional e compras recorrentes pode gerar impacto relevante no orçamento.</p>



<p><a href="https://www.instagram.com/ricardohiraki" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Ricardo Hiraki</a>, sócio-fundador da&nbsp;<a href="https://planofp.com.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Plano Fintech</a>&nbsp;e especialista em educação financeira, afirma que o comportamento coletivo intensifica o consumo. “A Copa cria um senso de pertencimento. As pessoas querem participar, completar o álbum, trocar figurinhas. Isso ativa o efeito manada e faz com que decisões financeiras sejam menos racionais”, diz.</p>



<p>O movimento não se limita ao entretenimento. Segundo a Confederação Nacional do Comércio (CNC), datas e eventos específicos elevam temporariamente o consumo das famílias, muitas vezes sem planejamento prévio.&nbsp;</p>



<p>No caso das figurinhas, o impacto se dilui em pequenos valores, o que dificulta a percepção do gasto total. “Um pacote parece barato, mas a repetição diária ou semanal transforma isso em um valor significativo no fim do mês”, afirma o especialista.</p>



<p>A dinâmica evidencia um padrão comum no consumo impulsivo. Pequenas compras recorrentes, associadas a estímulos emocionais, passam despercebidas no dia a dia, mas comprometem a organização financeira. “O problema não é o álbum em si, mas a falta de limite. Quando não há planejamento, o hobby deixa de ser lazer e passa a gerar descontrole”, afirma.</p>



<p>Casos de extrapolação não são raros. Em edições anteriores da Copa, relatos de consumidores que gastaram centenas ou até milhares de reais para completar o álbum ganharam repercussão. O padrão se repete agora, com maior facilidade de compra digital e acesso ampliado aos produtos. “Hoje, a compra é mais acessível, o que reduz a barreira e aumenta o risco de excesso”, explica.</p>



<p>Além do impacto direto no orçamento, o comportamento revela fragilidades na educação financeira. A ausência de planejamento para gastos sazonais tende a se repetir em outros momentos, como datas comemorativas e promoções. “Quem não se organiza para um evento como a Copa provavelmente também terá dificuldade em outras situações de consumo emocional”, diz.</p>



<p>Para empresas, o fenômeno também traz oportunidades. O aumento da demanda abre espaço para estratégias de venda, ações promocionais e engajamento do consumidor. Ao mesmo tempo, exige responsabilidade na comunicação e na oferta de produtos. “Negócios que entendem o comportamento do consumidor conseguem vender mais, mas também podem contribuir com práticas conscientes, como incentivo à troca de figurinhas e kits mais equilibrados”, afirma.</p>



<p><strong>O especialista aponta cinco formas de evitar gastos impulsivos com o álbum da Copa e proteger o orçamento&nbsp;</strong></p>



<p>Diante do aumento dos gastos impulsivos, o especialista aponta medidas práticas para manter o equilíbrio financeiro durante períodos de maior consumo:</p>



<ul>
<li><strong>Definir um limite de gasto antes de começar<br>Estabelecer um valor máximo para investir no álbum ajuda a evitar excessos e mantém o controle ao longo do processo.</strong></li>



<li>Acompanhar os gastos ao longo das semanas<br>Registrar cada compra permite visualizar o total acumulado e ajustar o comportamento antes que o orçamento seja comprometido.</li>



<li>Priorizar trocas em vez de novas compras<br>Participar de grupos e encontros para troca de figurinhas reduz a necessidade de adquirir novos pacotes.</li>



<li>Evitar compras por impulso em momentos emocionais<br>Reconhecer o impulso e adiar a decisão de compra pode reduzir gastos desnecessários.</li>



<li>Incluir o gasto no planejamento mensal<br>Tratar o álbum como uma despesa planejada, e não eventual, ajuda a manter a organização financeira.</li>
</ul>



<p>Para o especialista, o principal ponto é a consciência sobre o próprio comportamento. “Não se trata de deixar de participar, mas de fazer isso com clareza. Quando o consumidor entende para onde o dinheiro está indo, ele passa a ter mais controle e toma decisões melhores”, afirma.</p>



<p>O fenômeno do álbum da Copa, embora pontual, expõe um padrão recorrente no consumo brasileiro. Pequenos gastos, quando não monitorados, acumulam impacto relevante e comprometem o equilíbrio financeiro. A diferença está na forma como cada consumidor se organiza para lidar com esses estímulos.</p>
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