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	<title>Arquivos empreendedorismo - GFCriativa</title>
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	<description>Educação Financeira e Gestão Empresarial</description>
	<lastBuildDate>Fri, 18 Sep 2020 14:28:21 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Qual o custo da rotação de funcionários para as empresas</title>
		<link>https://gestaofinanceiracriativa.com.br/qual-o-custo-da-rotacao-de-funcionarios-para-as-empresas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Victor Barboza]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Sep 2020 12:18:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[empreendedorismo]]></category>
		<category><![CDATA[gestão]]></category>
		<category><![CDATA[negócios]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A rotatividade de uma empresa pode ser um dos fatores primordiais para a queda de desempenho. Um índice de turnover alto é sinal de custos elevados e perca produtividade para as empresas. Já parou para analisar quanto uma empresa chega a gastar com demissões e contratações? A retenção de talentos é um grande desafio para [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A rotatividade de uma empresa
pode ser um dos fatores primordiais para a queda de desempenho. Um <a href="https://www.onze.com.br/blog/turnover">índice
de turnover</a> alto é sinal de custos elevados e perca produtividade
para as empresas. Já parou para analisar quanto uma empresa chega a gastar com
demissões e contratações? </p>



<p>A retenção de talentos é um
grande desafio para as empresas e esbarra, justamente, na alta rotatividade.
Hoje em dia, os profissionais são mais “inquietos”, eles buscam por novos
desafios e experiências e isso tem diminuído o tempo deles em uma empresa. Isso
reflete negativamente nos números de qualquer negócio. </p>



<p>Controlar o índice de turnover é
uma das principais obrigações do setor de RH para garantir que a empresa não
gaste demais na contratação e demissão de funcionários. Em casos, onde a taxa
de turnover supera os 5% é preciso ligar o “alerta” e repensar a estratégia. </p>



<h2>O que é o
índice de turnover? </h2>



<p>O índice de turnover é a média
dos colaboradores que foram contratados, demitidos ou pediram demissão em um
determinado período. É importante frisar que esse índice representa custos para
a empresa, independente do nível, mas que uma estratégia de retenção de
talentos é fundamental para diminuí-lo ao mínimo possível. </p>



<p>Em outras palavras, contratar
alguém ou demitir um funcionário é algo que pode acontecer ocasionalmente. Até
mesmo pedidos de demissão podem e vão ocorrer, o que não pode haver é uma
grande frequência. Isso eleva o índice de turnover e se torna um problema para
a empresa. </p>



<h2>Como a
rotatividade eleva os custos da empresa? </h2>



<p>A alta rotatividade medida pelo
índice de turnover representa custos para qualquer negócio. Já explicamos
acima, que mesmo que em pequena proporção ela sempre ocorrerá, mas é importante
ficar de olho em seus números. </p>



<p>Uma empresa com índice de
turnover alto está tendo problemas de rotatividade. Muitos profissionais estão
saindo e chegando da empresa em pouco tempo. Isso pode elevar bastante os
custos. </p>



<p>A contratação e demissão de
funcionários pode gerar custos extras no orçamento de qualquer empresa. Entre
os gastos, podemos citar o pagamento da rescisão de contrato dos colaboradores
e os custos de um novo recrutamento. Despesas com treinamentos para a
capacitação de profissionais também entra nesta conta. </p>



<p>Além disso, empresas com alto
índice de turnover sempre estão “desfalcadas”, o que acaba levando a uma baixa
de produtividade. Também é preciso incluir o tempo gasto com recrutamentos,
treinamentos e cálculos de rescisão. Afinal, tempo é dinheiro e quanto maior
for o tempo gasto com esses fatores, menos dinheiro uma empresa está ganhando. </p>



<h2>Como
calcular o índice de turnover? </h2>



<p>A rotatividade pode indicar
problemas em sua estratégia de recrutamento e seleção de profissionais. Também
é possível apontar erros numa tentativa de reter talentos, caso uma empresa
tenha um índice de turnover elevado. </p>



<p>Avaliar este indicador é a chave
de uma boa estratégia de RH. O ideal é que esse índice atinja, no máximo, 5%.
Monitorar a taxa é importante, já que ao passar de 5% indica que algo está
errado, é preciso ligar o “alerta” e fazer ajustes na estratégia. </p>



<p>É possível calcular o índice de
turnover por meio da seguinte fórmula:</p>



<h3>Turnover =
[(admissões + demissões) / 2] / total de colaboradores no mês anterior x 100. </h3>



<p>Em um exemplo básico, vamos pegar
um período de 12 meses para analisar o índice de turnover de uma empresa. Digamos,
que essa empresa conte com 120 funcionários e que mensalmente ocorreram 12
admissões e 12 desligamentos de profissionais. </p>



<p>O cálculo ficaria assim:</p>



<p>Turnover = [(12+12) /2] / 120 x
100 </p>



<p>Neste exemplo, o índice de
turnover seria de 10%, o que indicaria um índice de turnover bastante alto. O
ideal, como podemos perceber é ter o menor número de contratações, e
principalmente, desligamentos possíveis para manter o índice de turnover numa
proporção aceitável. </p>



<h2>Índice de
turnover é o indicador da efetividade do RH</h2>



<p>Como explicamos no texto, o
índice de turnover elevado representa uma despesa extra para uma empresa. Em
outras palavras, esse é um custo adicional que poderia ter sido evitado com uma
estratégia mais eficiente. </p>



<p>Por isso, esse dado é indicador da
efetividade do RH da empresa. Uma empresa que mantém o índice de turnover baixo
tem processos de recrutamento e seleção qualificado e uma estratégia de
retenção de talentos eficaz. Dessa maneira, a empresa consegue manter os
profissionais por mais tempo, vendo-os crescer dentro da própria empresa. </p>



<p>Agora, uma empresa com índice de
turnover alto está no caminho inverso. Isto é sinal de que o RH está falhando
em seus processos de seleção e pode apontar ainda que o clima organizacional
não é bom. </p>



<p>Existem diversos fatores que
podem levar a alta rotatividade, entre eles: a baixa remuneração, péssimas
condições de trabalho, clima organizacional ruim e a dificuldade de
integração/adaptação dos colaboradores ao negócio. </p>



<p>É importante que o setor de RH se mantenha atento a contratação de novos profissionais para responder a altura e desenvolver novas ações que gerem um índice de turnover estável. Isso é fundamental para a saúde financeira de uma empresa. </p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><em>Este artigo é um guest post da redação da Red Ventures</em></p>
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		<item>
		<title>Dicas para seu negócio sobreviver aos momentos de crise</title>
		<link>https://gestaofinanceiracriativa.com.br/dicas-para-seu-negocio-sobreviver-aos-momentos-de-crise/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Victor Barboza]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Mar 2020 14:40:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[crise]]></category>
		<category><![CDATA[empreendedorismo]]></category>
		<category><![CDATA[gestão]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Mais do que uma pandemia, o Coronavírus vem desencadeando uma série de impactos, não só relacionados à saúde, como também na economia, nos negócios e na vida das pessoas. Isto acaba sendo motivo de preocupação para muitas pessoas e para os negócios. Tudo começou na cidade Wuhan, na China. O primeiro caso do Covid-19 foi [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Mais do que uma pandemia, o <strong>Coronavírus</strong> vem desencadeando uma série de impactos, não só relacionados à saúde, como também na economia, nos negócios e na vida das pessoas. Isto acaba sendo motivo de preocupação para muitas pessoas e para os negócios.</p>



<p>Tudo começou na cidade Wuhan, na China. O primeiro caso do
Covid-19 foi justamente no país com a 2ª maior economia do mundo, atrás apenas
dos EUA. Não só isso, no país com a maior população mundial. Por conta do mundo
globalizado em que vivemos, no qual pessoas viajam pelo mundo o tempo todo,
seja a trabalho ou a turismo, era questão de tempo, caso não fosse controlado,
que o vírus se expandisse para todo o planeta.</p>



<p>Da China, o vírus foi se “deslocando” para países próximos,
como Coréia do Sul e Japão. Em questão de dias, os casos foram surgindo em
todos os continentes. O crescimento exponencial dos casos, as mortes e a
preocupação fizeram com que alguns países tivessem que tomar medidas mais drásticas,
como suspensão de voos, fechamento das fronteiras e fechamento de
estabelecimentos comerciais.</p>



<h1>Impactos na Economia Mundial</h1>



<p>O primeiro grande impacto de ordem econômica que o
Coronavírus trouxe foi a redução no crescimento da China. Com a paralisação das
indústrias e redução no consumo, as indústrias tiveram fortes quedas. De acordo
com o governo chinês, a indústria despencou 13,5% nos dois primeiros meses do
ano, em comparação com o ano passado. Trata-se do pior resultado desde 1990.</p>



<p>Com os impactos também sentidos pelos demais países, não só
o crescimento chinês teve redução nas expectativas de crescimento, como também
o crescimento mundial. De acordo com a Organização para a Cooperação e
Desenvolvimento Econômico (OCDE), existem dois cenários. No “menos pior”, no
qual espera-se que o pico da Covid-19 seja superado ainda neste semestre, o
crescimento mundial seria de 2,4%, meio ponto percentual a menos do que a
projeção feita em novembro. Já no pior cenário, no qual a doença se
intensifica, o crescimento da economia mundial deve cair para 1,5% neste ano.</p>



<p>Ou seja, além de problemas que vinham desestabilizando a
economia mundial, como a saída do Reino Unido da União Europeia, a Guerra
Comercial entre China e EUA, agora temos mais este fator para desestabilizar
todas as bases.</p>



<p>Este cenário faz com que diversas agências de classificação
de risco admitirem uma nova recessão chegando. O colapso na demanda, junto a
uma queda os fluxos de caixa e à guerra do petróleo sinalizam que vários
setores começarão a sofrer calotes.</p>



<h1>Impactos no Brasil</h1>



<p>Superamos recentemente uma crise econômica interna. Porém,
apesar de sair da crise, o Brasil ainda está longe de um cenário ideal, visto
que possui sérios problemas com o seu orçamento. Medidas e discussões vinham
sido discutidas nos últimos governos, como o Teto dos Gastos, Reforme
Trabalhista, Reforma da Previdência e uma possível Reforma Fiscal. </p>



<p>Porém, além de entraves políticos, o Coronavírus fez a luz
de emergência voltar a ficar acesa. Com a proliferação dos casos da doença,
várias medidas de precaução foram e continuam sendo tomadas, como o
cancelamento de eventos, suspensão das aulas, redução no número de voos e
alteração nos horários de funcionamento de vários estabelecimentos. Em muitas
cidades, apenas comércios essenciais, como farmácias, postos de gasolina e
supermercados podem ficar abertos. </p>



<p>Muitas empresas passaram a sugerir o Home Office para seus
funcionários e as pessoas passaram a ficar mais em casa, diminuindo o movimento
nos shoppings, comércios e demais estabelecimentos.</p>



<p>Dessa forma, empresas relacionadas ao turismo, como empresas
aéreas, hotéis, pousadas e agências de turismo estão vendo a demanda diminuir
de uma forma acelerada. Lojistas e comerciantes estão vendo o movimento reduzir
de uma forma assustadora, consequentemente impactando nas vendas. Restaurantes
e bares estão tendo que se inovar e oferecer opções de entrega ou apenas de retirada.</p>



<p>E até quando isso vai? Infelizmente não dá para saber. Muitos negócios já começaram a sentir os impactos e logo eles podem chegar na sua empresa. Por isso, é importante que você passe a tomar algumas medidas para que o seu negócio supere este cenário desafiador:</p>



<h3>1. <strong>É hora de se planejar</strong></h3>



<p>O planejamento deve ser feito em qualquer cenário, seja de crise ou seja de crescimento. Porém, nestas horas de crises, é o momento mais imprescindível para termos um plano a ser seguido. Faça um planejamento estratégico e um orçamento, considerando alguns cenários: pessimista, realista e otimista. Conforme as coisas forem andando, veja qual destes cenários você deve seguir.</p>



<h3><strong>2. Fique atento às oportunidades</strong></h3>



<p>Os cinco grandes bancos anunciaram que pessoas físicas e
pequenos e médios negócios com dívidas terão seus prazos de vencimento
prorrogados por 60 dias. O governo também anunciou medidas para facilitar a
negociação de dívidas de famílias e empresas consideradas boas pagadoras,
liberação de crédito, adiamento do pagamento do Simples Nacional e do FGTS em
três meses. Fique atento a medidas como estas e verifique se valem a pena para
o seu negócio. </p>



<p>O planejamento nestes casos é fundamental. Caso você opte por deixar para pagar estas contas mais para frente, busque deixar o dinheiro equivalente a cada mês aplicado (de preferência em algum investimento mais conservador, visto o curto prazo e a volatilidade da renda variável), para que você não corra o risco de não tê-lo lá na frente e para que você tenha um pouco de rendimento.</p>



<h3>3. Controle os gastos</h3>



<p>Conforme vimos, boa parte dos negócios começaram a sofrer
fortes impactos decorrentes do Coronavírus e estes podem se agravar com uma
recessão global. No cenário de recessão, aumenta-se o número de desempregados,
o consumo cai, derrubando a produção. Ou seja, é um momento em que muitos
negócios veem seu faturamento caindo drasticamente. Nestes casos, além de ter
um orçamento bem elaborado, buscar um controle de gastos eficientes é
fundamental. </p>



<p>Uma possibilidade de <a href="https://bizcapital.com.br/blog/gestao-de-custos/">controle de gastos</a> é em relação às contas de água, eletricidade e telefonia. As concessionárias e operadoras possibilitam a suspensão temporária dos serviços. No caso das operadoras de internet e telefone, não há nenhuma taxa. No caso de eletricidade e água, as concessionárias podem cobrar taxas para ligar e desligar. Nestes casos, é importante fazer os cálculos para ver se compensa.</p>



<p>Vale também ficar atento às medidas que o governo está planejando fazer em relação aos salários, visto que estes são responsáveis por uma boa parte do orçamento das empresas. Encontrar uma forma que não prejudique o negócio nem os funcionários, neste momento tão delicado, é fundamental.</p>



<h3>4. Fortaleça a Reserva de Emergências</h3>



<p>Muita gente acaba deixando de lado a tal da Reserva de Emergências, achando que dá para se virar “aos trancos e barrancos”. Porém, em cenários de incerteza, nunca se sabe como serão as vendas de amanhã e qual será o nível de inadimplência. Por isso, independente do seu negócio estar sentido ou não reflexos do Coronavírus, busque começar ou reforçar a reserva de emergência. Vá juntando um montante (algo em torno de 6 a 12 meses dos gastos básicos do negócio) em alguma aplicação mais conservadora e de boa liquidez.</p>



<h3>5. Tenha estratégias para amenizar as quedas</h3>



<p>Visto que muita gente fica em casa, se você tiver a possibilidade de utilizar a internet para continuar trabalhando e vendendo, junte seus esforços para isso. É a hora de restaurantes investirem nos deliverys, lojas investirem nas vendas em e-commerce e redes sociais, prestadores de serviços fazerem reuniões online e escolas investirem em aulas de EaD. Analise e elabore também promoções e campanhas que façam com que seus clientes não deixem de comprar o seu produto ou serviço. Nessas horas, a criatividade é muito bem-vinda.</p>



<h3>6. Um por todos e todos por um</h3>



<p>A Economia é uma cadeia que depende de todos. Nestes cenários mais delicados, é importante que cada um faça sua parte, com consumo consciente, valorizando empresas locais, a economia criativa e as marcas que você mais admira. Se houver esta “união”, os impactos podem ser bem menores.</p>



<h3>7. Não se desespere e aprenda</h3>



<p>Crises são cíclicas e de tempos em tempos aparecem. Apesar de parecer que elas nunca acabam, quando estamos dentro delas, elas passam e as coisas, uma hora, voltarão ao normal. Nestas horas, seguir os passos anteriores, não se desesperar e aprender com esta experiência para saber lidar melhor com futuras crises é o melhor caminho a ser seguido.</p>



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			</item>
		<item>
		<title>A Criatividade nas Fontes de Receitas dos Negócios</title>
		<link>https://gestaofinanceiracriativa.com.br/a-criatividade-nas-fontes-de-receitas-dos-negocios/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Victor Barboza]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 Aug 2019 18:00:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[empreendedorismo]]></category>
		<category><![CDATA[negócios]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Até certo tempo, quem gosta de assistir filmes em casa tinha três opções: comprar o VHS/DVD/Blu-ray, alugar o filme em uma videolocadora ou assistir ao filme que estava passando na TV. A primeira opção acabava tendo, na maioria das vezes, um custo-benefício alto, pois uma pessoa que queria assistir o filme só uma vez, por [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Até certo tempo, quem gosta de assistir filmes em casa tinha
três opções: comprar o VHS/DVD/Blu-ray, alugar o filme em uma videolocadora ou
assistir ao filme que estava passando na TV. A primeira opção acabava tendo, na
maioria das vezes, um custo-benefício alto, pois uma pessoa que queria assistir
o filme só uma vez, por exemplo, acabava pagando um valor considerável por um
produto que seria usado uma única vez. Na segunda, o custo-benefício já era
melhor, porém acabava exigindo deslocamento até estabelecimentos que alugavam
filmes duas vezes, uma para retirar e outra para devolver, e, caso houvesse
atraso, ainda poderia gerar multa. E por fim, assistir ao filme na TV era uma
boa opção do ponto de vista da comodidade, mas que, sujeitava a pessoa a
assistir o filme que estava passando, sem muitas opções de escolha e
sujeitando-se ao horário em que o mesmo seria transmitido.</p>



<p>A tecnologia e a inovação surgiram como uma nova solução
para essas pessoas. A Netflix, e posteriormente outras plataformas, passaram a
oferecer uma forma diferente: através de uma plataforma online, com um acervo
de filmes, as pessoas escolhiam o que queriam assistir, na hora que quisessem,
e, de forma ilimitada. E, ao invés de pagar por cada um desses filmes, o valor
passou a ser pago na forma de mensalidade, mais conhecido hoje como uma
assinatura.</p>



<p>Pois é, o caso da Netflix é um caso bem interessante para
entendermos como as inovações, em todos os setores, acabam surgindo. E,
projetos de sucesso como estes não acontecem só nos grandes negócios, visto que
os fundadores de uma empresa de entrega de DVD’s (que viria a se tornar a
Netflix) foram vistos como motivo de piada pela Blockbuster, até então uma
empresa gigantesca de locação de filmes. O final da história já conhecemos: a
Netflix tornou-se uma corporação mundial, uma das empresas de mídia mais
valiosas do mundo, enquanto a Blockbuster entrou em pedido de falência.</p>



<h3><strong>Venda de Recursos x Assinaturas</strong></h3>



<p>Conforme já trouxemos aqui no blog, para auxiliar nesse processo de criação de novos negócios, a <a href="https://gestaofinanceiracriativa.com.br/modelagemdenegocios/">Modelagem de Negócios</a> é uma excelente opção. No caso da Netflix, vimos que, mais do que uma nova Proposta de Valor para o mercado de filmes, vemos que a inovação também veio na Fonte de Receita. Ao invés das cobranças únicas (no livro <em>Business Model Genetarion</em> também definida como Venda de Recursos), trouxeram a ideia da assinatura, hoje também chamada de <a href="https://gestaofinanceiracriativa.com.br/o-mundo-das-assinaturas-conhecendo-a-economia-da-recorrencia/">Economia da Recorrência.</a> </p>



<p>Dessa forma, produtos e serviços que costumavam ser vendidos
somente na forma de venda avulsa, hoje podem ser assinados. São inúmeras as
opções: vinhos, cervejas, flores, roupas, livros, produtos de beleza e higiene
pessoal, brinquedos, acessórios, e por aí vai. O que parece óbvio e que hoje
funciona muito bem, exigiu muita criatividade e uma verdadeira quebra de
paradigmas de quem criou.</p>



<h3><strong>Empréstimos e Aluguéis</strong></h3>



<p>Além da Taxa de Assinatura e da Venda de Recursos, o livro
Business Model Generation também traz outras fontes de receita inovadoras e que
vêm aparecendo em novos segmentos. É o que acontece, por exemplo, com
Empréstimos/Aluguéis e Leasing. Até então, eram fontes de receita comuns nos
aluguéis de carros, roupas para festas e imóveis. Hoje, existem empresas que
oferecem essas fontes de receita provenientes de objetos do dia-dia
(ferramentas, equipamentos), roupas casuais, roupas e acessórios de inverno e
por aí vai.</p>



<h3><strong>Taxa de uso, Licenciamento, Taxa de Corretagem e Anúncios</strong></h3>



<p>Também temos algumas outras fontes de receita, como Taxa de
Uso, Licenciamento, taxa de corretagem e anúncios.</p>



<p>No caso da taxa de uso, basicamente paga-se pelo uso de um
determinado serviço. Quanto mais o serviço é utilizado, mais o cliente paga. É
o que acontece, por exemplo, com pacotes de dados de operadoras de celular,
hospedam em hotéis e serviços de entrega de encomendas.</p>



<p>O licenciamento dá aos clientes a permissão de utilizar uma
propriedade intelectual protegida, em troca de taxas. É o que acontece com
vários softwares, pelos quais paga-se uma taxa para poder utilizá-los por
determinado período. </p>



<p>A taxa de corretagem é uma fonte de receita que tem origem
em serviços de intermediação, executados em prol de duas ou mais partes. É o
que acontece, por exemplo, com as imobiliárias. Quando é feita a venda ou
aluguel de um imóvel, a mesma ganha uma comissão por ter aproximado as duas
partes interessadas. Outro exemplo bem comum é o que acontece com as operadoras
das maquininhas de cartão de crédito, que possibilitam que um estabelecimento
parcele o valor que tem a receber de seu cliente. Fazendo essa intermediação,
uma comissão acaba sendo repassada às operadoras.</p>



<p>Por fim, a fonte de receita via anúncios resulta de taxas
para anunciar determinado produto, serviço ou marca. Espaços e sites bem
frequentados possibilitam que outras marcas anunciem em seus espaços, pagando
determinado valor por isso. Jornais, Revistas, canais de televisão,
Influencers, Blogs e o próprio Google usam muito esse tipo de fonte de receita.</p>



<p>Ou seja, vemos que um negócio tem mais de uma forma de
receber recursos pela venda de seus produtos ou serviços. Novos modelos são
criados a cada dia e, que, podem representar um diferencial em relação ao que
já existe. Justamente por isso, na hora de fazer a <a href="https://gestaofinanceiracriativa.com.br/arte-de-precificar/">precificação</a>,
além dos cálculos e pesquisas, tenha a criatividade inserida neste processo
também.</p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Modelagem de Negócios: a base para a criação e o desenvolvimento de novos negócios</title>
		<link>https://gestaofinanceiracriativa.com.br/modelagemdenegocios/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Victor Barboza]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Aug 2019 13:29:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[empreendedorismo]]></category>
		<category><![CDATA[negócios]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Apesar de até vermos por aí livros, cursos e materiais com “fórmulas para negócios de sucesso”, quem empreende ou já empreendeu sabe muito bem que essa fórmula não existe. Conforme já trouxe aqui no blog, quando falamos de investimentos, sempre aparece a tal da relação Risco x Retorno. Para quem busca correr baixos riscos, o [&#8230;]</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://gestaofinanceiracriativa.com.br/modelagemdenegocios/">Modelagem de Negócios: a base para a criação e o desenvolvimento de novos negócios</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://gestaofinanceiracriativa.com.br">GFCriativa</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Apesar de até vermos por aí livros, cursos e materiais com “fórmulas para negócios de sucesso”, quem empreende ou já empreendeu sabe muito bem que essa fórmula não existe. Conforme já trouxe aqui no blog, quando falamos de investimentos, sempre aparece a tal da <a href="https://gestaofinanceiracriativa.com.br/investir-sem-risco/">relação Risco x Retorno</a>. Para quem busca correr baixos riscos, o retorno esperado é menor, e, para quem está disposto a correr maiores riscos, o retorno esperado é maior.</p>
<h3>Risco x Retorno do Negócio Próprio</h3>
<p>No gráfico do risco x retorno, vemos inicialmente investimentos de Renda Fixa, como a Caderneta de Poupança, Tesouro e títulos de banco. Por apresentarem baixo risco, consequentemente o retorno não é o dos mais altos. Na sequência aparecem os investimentos em imóveis, <a href="https://gestaofinanceiracriativa.com.br/uma-introducao-ao-mercado-de-acoes/">ações</a>, e, por fim, o Negócio Próprio. Este é o investimento de maior risco e que, consequentemente pode (mas não garante) o maior retorno. Cabe ao empreendedor trabalhar bem no planejamento e na gestão para minimizar os impactos dos riscos e possibilitar bons retornos.</p>
<p>Todo mundo tem ideias. Grande parte destas ideias acabam se perdendo e caindo no esquecimento. Dos que tentam colocar as ideias em prática, poucos acabam se planejando para fazer isso da maior maneira. Justamente por isso vemos que o número de pequenos negócios que fecham antes de 2 anos é elevadíssimo. Segundo o Sebrae, 1 em cada 4 empresas fecham neste período de 2 anos.</p>
<h3>Planejamento: a gestão dos riscos</h3>
<p>Muitas dessas pessoas que não se planejam até sabem da importância do planejamento, mas por falta de tempo, não saber por onde começar ou até o excesso de confiança fazem o mesmo ser deixado de lado. O Plano de Negócios acabava (e ainda é) sendo uma das principais ferramentas para transformar a ideias em algo mais concreto. Trata-se de um documento detalhado no qual o empreendedor descreve todas as etapas que envolvem ou fazem parte do negócio. Pelo grau de detalhamento e sua estrutura, ele acaba podendo levar dias, semanas ou até meses para ficar pronto. Tempo que, muitas vezes, o empreendedor acaba não conseguindo encontrar para isso, o que contribui, justamente, para deixar o Plano de Negócios de lado.</p>
<p>Mais recentemente, no livro <em>Business Model Generation</em>, os empreendedores Alexander Osterwalder e Yves Pigneur, num processo cocriativo com mais 470 praticantes em 45 países, durante 6 meses, desenvolveram a ideia do Modelo de Negócios, muitas vezes com base no Design Thinking. O modelo de negócios acaba sendo uma representação de como a empresa gera e entrega valores para os seus clientes.</p>
<h3>Canvas: o quadro de Modelo de Negócios</h3>
<p>Uma das principais bases do livro é a Inovação. Como principal ferramenta, é apresentado o Quadro de Modelo de Negócios, o Canvas, que possibilita entender rapidamente o funcionamento de um modelo e ensaiar inovações. Compõem o canvas os seguintes pontos:</p>
<ul>
<li><strong>Segmento de Clientes:</strong> define os diferentes grupos de pessoas ou organizações que uma empresa busca alcançar e servir</li>
<li><strong>Proposta de Valor:</strong> descreve o pacote de produto e serviços que criam valor para um segmento de clientes específico</li>
<li><strong>Canais:</strong> descreve como uma empresa se comunica e alcança seus segmentos de clientes para entregar uma proposta de valor</li>
<li><strong>Relacionamento com Clientes:</strong> descreve os tipos de relação que uma empresa estabelece com segmentos de clientes específicos</li>
<li><strong>Fontes de Receita:&nbsp;</strong>representa o dinheiro que uma empresa gera a partir de cada segmento de cliente</li>
<li><strong>Recursos Principais:</strong> descreve os recursos mais importantes exigidos para fazer o modelo de negócio funcionar</li>
<li><strong>Atividades-Chave:</strong> descreve as ações mais importantes que a empresa deve realizar para fazer seu modelo de negócio funcionar</li>
<li><strong>Parcerias Principais:</strong> descreve a rede de fornecedores e os parceiros que põem o modelo de negócio para funcionar</li>
<li><strong>Estrutura de Custos:</strong> descreve todos os custos envolvidos na operação do modelo de negócio</li>
</ul>
<p>A estrutura do Canvas está representada na imagem abaixo:</p>
<p><img decoding="async" loading="lazy" class="alignnone wp-image-919 size-full" src="https://gestaofinanceiracriativa.com.br/wp-content/uploads/2019/08/1-1.png" alt="" width="800" height="534" srcset="https://gestaofinanceiracriativa.com.br/wp-content/uploads/2019/08/1-1.png 800w, https://gestaofinanceiracriativa.com.br/wp-content/uploads/2019/08/1-1-300x200.png 300w, https://gestaofinanceiracriativa.com.br/wp-content/uploads/2019/08/1-1-768x513.png 768w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /></p>
<p>Hoje em dia, existem ferramentas que permitem a elaboração do Canvas online, como o <a href="https://www.sebraecanvas.com/#/">Sebrae Canvas.</a> Porém, a maneira ainda mais utilizada, e sugerida no livro, é na forma impressa. Basicamente imprimir o quadro em um pôster e utilizar post-its para preenchê-lo.</p>
<p>Dessa forma, as ideias são organizadas e criam, de maneira bem visual, os processos do negócio, com as vantagens de sua criação ser simples, rápida e fácil de ser testada e mudada, caso seja necessário. Está com novas ideias, projetos ou já possui um negócio que não está indo tão bem? Trabalhe em cima do Canvas para ter um direcionamento que facilite o caminho para o sucesso do negócio.</p>
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