Fundos de Investimentos: buscando diversificação para seus investimentos

Fundos de Investimentos: buscando diversificação para seus investimentos

Na hora de buscar investimentos, nos deparamos com os seguintes cenários:

1) Caderneta de Poupança e outros ativos de renda fixa: são investimentos conservadores, uma vez que oferecem, na maior parte dos casos, um risco reduzido, e por consequência, retornos mais baixos também. Para ganhar dinheiro aqui, é importante ter a ciência de que os rendimentos caminham juntos com o tempo, ou seja, quanto mais tempo deixar investido, maior será o ganho.

2) Ações e outros ativos de renda variável: são famosos e falados no dia a dia como investimentos que tornam pessoas milionárias ou que faz pessoas perderem tudo. Trata-se de uma categoria de investimentos em que aumenta-se o grau de risco, buscando maior rentabilidade, porém, como o próprio nome já diz, é algo variável, podendo valorizar ou desvalorizar.

O investidor se depara com essa primeira dúvida, pois ao mesmo tempo que quer ter ganhos, deseja também uma segurança sobre seu patrimônio. Para isso, uma forma de minimizar os riscos é a diversificação, ou seja, montar uma carteira de investimentos que tenha tanto os ativos de renda fixa quanto os de renda variável, com a proporção variando a partir do perfil e dos objetivos do investidor.

Porém, a diversificação da carteira pode “custar” caro para o investidor. Na Renda Fixa, há a vantagem da Caderneta de Poupança possibilitar investimentos a partir de R$ 1 e o Tesouro Direto a partir de R$ 30, porém, alguns títulos de CDBs, LCIs, LCAs, entre outros, exigem um aporte inicial maior. Na renda variável, até existe o mercado fracionário de ações, que permite a compra de um número “quebrado” de ações, e não o lote padrão, de 100 ações. Porém, esse mercado tem menos procura, e, para comprar os lotes de 100 ações, já sobe-se o valor do investimento inicial.

Portanto, o primeiro pensamento do investidor quanto à diversificação, se ele não possuir um valor considerável para investir, é que torna-se inviável. Porém, é ai que entram os fundos de investimentos possibilitando um primeiro passo para diversificação.

Fundos de Investimentos

Os fundos de investimentos são comparados à condomínios. No caso dos condomínios, as pessoas adquirem uma cota do local (o apartamento), pagam mensalidade para a administração, seguem algumas regras preestabelecidas e possuem um responsável pela administração do local (síndico). No caso dos fundos, trocamos apenas os nomes: os condôminos serão os cotistas, que ao invés de apartamentos compras cotas do fundo. O síndico é o gestor da carteira. E, as mensalidades são trocadas por taxas de administração. Nos fundos também existem regras, de acordo com o termo do fundo.

Toda a regulamentação dos fundos de investimentos é feita pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e pela ANBIMA. Eles fazem a classificação e a fiscalização das atividades relacionadas a estes investimentos.

Classificação

Segundo o próprio site da CVM, fundo de investimento é uma modalidade de investimento coletivo. Dentro dessa modalidade, existem classificações, de acordo com a carteira do fundo. A nova classificação de fundos da ANBIMA classifica-os em relação a três níveis:

1º Nível: Classes de Ativos

• Fundos de Renda Fixa: são fundos que buscam retorno por meio de investimentos em renda fixa, relacionados à juros e índices de preços (ex: LCI, LCA, CRI, CRA, Tesouro Direto, CDB)
• Fundos de Ações: Fundos que possuem no mínimo 67% da carteira em ações à vista, bônus ou recibos de subscrição, certificados de depósitos de ações, cotas de fundos de ações, BDRs ou cotas de fundos de índices de ações
• Fundos Multimercados: fundos com políticas de investimento que envolvam vários fatores de risco, sem o compromisso de concentração em nenhum fator especial
• Fundos Cambiais: 80% da carteira é relacionada à moeda estrangeira

O segundo e o terceiro níveis variam de acordo com o primeiro nível. Eles são:

2º Nível: Riscos
3º Nível: Estratégias de Investimentos

Confira frame do portal da ANBIMA:

Conforme visto, em um fundo de investimento é possível ter uma boa diversificação com um único investimento. Como os fundos arrecadam um bom patrimônio, através da aplicação de diversos cotistas, o gestor do fundo consegue fazer essa diversificação. Isso também facilita para o investidor, pois as cotas acabam sendo acessíveis em boa parte dos fundos (as cotas vão de R$ 500 a R$ 50.000). Porém, vale lembrar que, por ter pessoas trabalhando na gestão desse fundo, existem taxas, que servirão para remunerá-los.

Confira o exemplo de fundos disponíveis em um corretora, onde há variação em relação à categoria, aplicação mínima, grau de risco, e claro, rentabilidade:

Tributação

Assim como os demais investimentos, os fundos são tributados pelo imposto de renda, que é cobrado na fonte de duas formas: no momento do resgate e também periodicamente, através do come-cotas. Para resgates em até 30 dias da data de aplicação, há também o IOF retido na fonte.

Portanto, através de um fundo de investimento você já consegue ter uma boa diversificação na sua carteira. Há uma grande diversidade de fundos disponibilizados nos bancos e nas corretoras de valores. Na hora de escolher, avalie o grau de risco, as taxas e o histórico do fundo para escolher as melhores opções. Também vale a pena comparar fundos através do Eu Quero Investir!

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