Retrospectiva 2020: os fatos que marcaram o ano

Retrospectiva 2020: os fatos que marcaram o ano

Novo coronavírus, economia instável, aumento no número de desempregados, buscas por novas formas de arrecadação, aumento das buscas por informações acerca da previdência privada: 2020 tem sido um ano intenso por múltiplas razões.

Com a aproximação do final do ano e o burburinho sobre a possibilidade de vacinação nos próximos meses, as pessoas têm voltado os olhos para os últimos meses e observado tudo o que foi aprendido e compreendido em um ciclo tão atribulado como esse.

A seguir, falaremos um pouco sobre os fatos que marcaram o ano de 2020 e sobre o impacto que eles podem ter no ano que está se aproximando. Confira.

Retrospectiva 2020: os fatos mais marcantes

Impossível não começar a lista falando sobre um dos acidentes ambientais mais dolorosos dos últimos anos: o Pantanal, de janeiro a 30 de setembro, teve mais de 18 mil focos de incêndio, o que fez com que a região batesse recorde histórico de queimadas.

Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), foram registrados 8.106 focos de incêndio apenas em setembro deste ano: trata-se do pior resultado desde que o instituto começou a monitorar o Pantanal, em 1998.

Até o dia 30 de setembro – ou seja, os números certamente são muito maiores, o que é preocupante -, foram registrados 18.259 focos de incêndio no Pantanal. Antes disso, o recorde, que havia sido atingido em 2005, era de 12.536.

Falando também sobre crime ambiental, podemos citar que houve aumento no número de focos de incêndio na Amazônia: com crescimento de 14% em relação ao ano passado, foram identificados 76.030 focos de incêndio.

Black Lives Matter

O movimento, conhecido por aqui como “Vidas negras importam”, explodiu após a morte de George Perry Floyd Jr., um homem afro-americano que foi sufocado até a morte por um policial branco, em Minneapolis, de forma considerada terrivelmente cruel e por motivo torpe.

O assassinato de Floyd engatilhou uma série de protestos pelo mundo, não apenas por justiça, visto que o policial responsável pelo assassinato não foi julgado da forma como se esperava, mas pela necessidade, segundo os manifestantes, de reconhecer o racismo estrutural e o seu impacto na sociedade como um todo.

O Brasil também aderiu ao Black Lives Matter: por aqui, houve manifestações em avenidas e espaços públicos de grande porte, em cidades como Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte.

O debate sobre a importância do antirracismo e de uma educação voltada para a compreensão de que existem questões históricas múltiplas a serem abordadas, desde a infância, tem sido muito caloroso nas redes sociais, nos programas de TV, nos canais de streaming.

A tendência é que, para o ano que vem, as pautas sociais estejam em alta em todas as plataformas.

Apagão no Amapá

No dia 3 de novembro deste ano, um incêndio destruiu os equipamentos que levavam luz à maior parte da população do Amapá: segundo informações do G1, quase 90% da população, aproximadamente 765 mil pessoas, foram afetadas pelo problema.

A demora para a resolução do acidente, que provocou estragos múltiplos em residências e espaços coletivos, fez com que a população se revoltasse e iniciasse uma onda de protestos em todo o estado. A energia foi retomada em 100% do estado apenas após 22 dias de apagão.

Houve afastamento da diretoria da Aneel e dos diretores da ONS, responsável pela coordenação e controle da operação de geração e transmissão de energia elétrica no Sistema Interligado Nacional.

Eleições dos EUA

Um dos assuntos mais comentados de 2020, as eleições dos EUA explodiram as redes sociais – tanto com memes, por conta da demora dos resultados, quanto por análises políticas e econômicas vindas de investidores, cientistas políticos e, muitas vezes, apenas de usuários preocupados.

Joe Biden venceu a batalha eleitoral contra Donald Trump após vitória na Pensilvânia. O atual presidente dos Estados Unidos, desde a vitória do adversário, tem tentado anular os resultados não apenas na Pensilvânia, mas em Geórgia, Michigan e Wisconsin, estados onde Biden também foi vencedor.

A tentativa de Trump, que perdeu por 306 votos no colégio eleitoral a 232, foi negada pela Suprema Corte, que alega que não há razões que demonstrem de forma judicial o erro de conduta nas eleições nos estados já citados.

Embora ainda haja tempo até a saída de Trump da Casa Branca, a imprensa americana tem divulgado que as rejeições sofridas pelo candidato não indicam que ele conseguirá reverter judicialmente o resultado das eleições.

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