Custos‌ ‌fixos‌ ‌e‌ ‌custos‌ ‌variáveis:‌ ‌saiba‌ ‌a‌ ‌diferença‌ ‌de‌ ‌cada‌ ‌um‌

Custos‌ ‌fixos‌ ‌e‌ ‌custos‌ ‌variáveis:‌ ‌saiba‌ ‌a‌ ‌diferença‌ ‌de‌ ‌cada‌ ‌um‌

Você já ouviu falar dos custos fixos e custos variáveis? É bem provável que sim, já que o tempo todo temos que arcar com alguns pagamentos que envolvem essas duas modalidades de cobrança (contas da casa, condomínios, entre outros).

Inclusive, quem deseja abrir uma empresa, também precisa ficar atento a esses dois elementos, já que eles vão orientar (e muito!) como será o rendimento e a lucratividade do seu negócio.

Por esse motivo, saiba a diferença entre os custos fixos e variáveis em nosso artigo de hoje. Acompanhe a leitura!

O que são os custos fixos e variáveis?

Os custos fixos de uma empresa são aqueles que estão menos suscetíveis a mudança, independentemente do volume de produção ou vendas. Um exemplo bem ilustrativo é o aluguel, que raramente tem oscilações no preço.

Ou então, o aluguel de empilhadeira para uma empresa que trabalha com esse maquinário ininterruptamente, já fechando um contrato a longo prazo de locação.

Percebe-se que os custos fixos correspondem aos artigos que possuem valores e que se mantêm estáveis em todos os meses.

Normalmente, definimos como custos fixos:

  • Aluguel (mesmo quando há reajuste contratual);
  • Materiais de limpeza;
  • Taxas de condomínio (quando houver);
  • Gastos com segurança;
  • Salário dos funcionários.

Por outro lado, os custos variáveis se referem aos gastos que podem aumentar ou diminuir, de maneira proporcional ao nível de atividade, ou podem aparecer como uma condição especial na sua empresa.

O valor da matéria-prima é um custo variável, uma vez que nos meses em que a demanda é maior, é necessário adquirir mais material e, por conta disso, o gasto será maior.

Outro exemplo, é o serviço de motoboy terceirizado para entrega. Quanto mais pedidos para entrega, maior é o valor pago ao motoqueiro e, portanto, o custo variável tende a aumentar.

Como diferenciar os custos fixos dos variáveis?

Não há uma fórmula mágica para diferenciar os custos fixos e variáveis que pode ser aplicada a qualquer empresa. Em geral, é preciso saber quais as particularidades do negócio, já que a classificação do custo irá variar muito conforme a atividade realizada.

Aliás, alguns custos podem ser considerados híbridos. Ou seja, eles possuem uma parte fixa e outra variável. Um exemplo é a energia elétrica.

Por exemplo, se em uma indústria de confecção de uniformes há um gasto mais ou menos regular por mês com eletricidade, essa é a parte fixa. No entanto, se a produção aumentar, a energia vai tender ao aumento, daí é a parte variável.

Sendo assim, a melhor forma de diferenciar esses valores é separar os custos durante a análise contábil. Para isso, é necessário levantar todos os gastos em um determinado período de tempo, montar uma planilha e observar a variação mensal.

É importante que a análise inclua uma tabela com a quantidade de produção e o faturamento das vendas. Dessa maneira, é possível perceber a relação entre o nível de atividade da empresa e o impacto nos custos.

Posteriormente, basta aplicar a série histórica para separar os custos por tipo e calcular quais são variáveis ou fixos. Depois, é só somar os valores de cada um desses grupos para verificar o seu total.

Qual a importância de conhecer os custos fixos e variáveis?

A análise dos custos fixos e variáveis pode servir para muitos processos, inclusive na avaliação de ativos e passivos da empresa. Porém, o ponto principal é o planejamento financeiro ao longo do ano.

Se a maior parte dos custos de uma empresa for fixo, quanto mais ela vender, maior será o lucro. Por isso, empreendimentos que se baseiam em valores menos variáveis de produção tendem a ter mais vantagens promocionais, já que o volume de vendas tem um peso maior.

Contudo, no caso de empresas em que a maioria dos custos é variável, é necessário verificar a rentabilidade de cada uma das vendas. Até porque, um número maior de vendas não necessariamente representa os lucros, pois os gastos podem ser maiores.

Podemos pensar, por exemplo, em um restaurante de refeição coletiva. Dependendo do preço dos alimentos, o custo variável pode aumentar e, mesmo que venda mais pratos, o lucro pode não ser maior.

As diferenças entre custo e despesa

Além de compreender os custos fixos e variáveis, é importante conhecer a diferença entre o que é custo e o que é uma despesa. Isso também faz parte do planejamento financeiro das empresas, sendo uma maneira de orientar melhor as tomadas de decisão.

Os custos são os gastos que uma empresa tem em atividades que impactam diretamente a produção. Por exemplo, palestrantes devem arcar com os custos de locação de salas para cursos, já que ter esses espaços é fundamental para os negócios.

Já as despesas são indiretas, envolvendo os gastos administrativos, por exemplo. Em um planejamento financeiro, é importante saber como organizar e gerenciar melhor os custos, uma vez que em excesso e muito altos, eles podem prejudicar a lucratividade.

Como cortar os custos de uma empresa?

É importante ressaltar que o corte de custos, se mal feito, também pode prejudicar o seu negócio. Por exemplo, ao comprar uma matéria-prima de baixa qualidade, ainda que por um preço mais barato, o seu produto pode perder a utilidade e gerar a insatisfação no cliente.

Outro exemplo pode envolver o corte dos serviços de análise e verificação de produtos. Ao deixar de fazer o teste de tinta, uma empresa pode oferecer um produto de qualidade inferior e, assim, prejudicar a sua imagem no mercado.

No caso dos custos variáveis, é ainda mais difícil fazer os cortes, uma vez que eles geralmente estão ligados ao aumento da produção.

Por esse motivo, o primeiro passo é elaborar um estudo em busca dos cortes de custo. Isso pode ser feito com um planejamento financeiro detalhado, que trará dados verídicos para orientar a tomada de decisão de maneira mais assertiva.

Vale lembrar que o corte de gastos desnecessários são bem-vindos e, além do mais, é obrigação das empresas evitarem o desperdício.

Dessa maneira, é possível fazer economias importantes na compra de um material de expediente e de limpeza, além de reduzir o consumo de energia elétrica, através da conscientização dos colaboradores.

Outra forma é avaliar os negócios que são mais rentáveis. Por exemplo, uma empresa de entrega de encomendas pode ter um custo muito grande se resolver entregar para todo o Brasil. 

Porém, se atender só algumas regiões, mesmo que o número de vendas seja menor, a rentabilidade em relação aos gastos compensa muito mais.

Como fazer a gestão de custos do seu negócio?

Ao controlar os custos, a sua empresa tem uma vantagem muito mais competitiva, além de orientar novos investimentos que podem aprimorar os trabalhos e, ao mesmo tempo, reduzir os desperdícios.

Por essa razão, é fundamental realizar a gestão de custos. Vale dizer que esse processo também interfere diretamente na precificação do seu produto e, com isso, é possível comercializar mercadorias e serviços por um valor muito mais atrativo.

Contudo, se a gestão for mal dimensionada, o preço do produto é afetado e, consequentemente, também as vendas.

Aqui, a principal recomendação é ter um controle de metas, que irá ajudar na boa gestão dos custos. Assim, é possível tomar decisões gerenciais a partir de objetivos pré-estabelecidos, bem como com dados verídicos do controle financeiro.

A contabilidade é a principal responsável pela gestão de custos

O departamento de contabilidade é o principal responsável pelo estabelecimento de metas, análise de custos, despesas e controle de gastos. Por esse motivo, é fundamental que as equipes estejam alinhadas aos principais objetivos da empresa.

Foi-se o tempo em que a assessoria contábil se limita a questões burocráticas, como análises de contrato, geração de boletos e pagamento de impostos. Hoje em dia, a contabilidade moderna também está diretamente envolvida nas estratégias dos negócios.

Além do mais, o departamento de contabilidade conta com modernas ferramentas para realizar a análise dos custos, verificar métricas e, desse modo, orientar as melhores recomendações aos gestores.

Conclusão

Entender quais são os custos fixos e variáveis da sua empresa é um trabalho que demanda análise. É necessário ter em mãos um balanço financeiro da empresa, bem como fazer o cruzamento dos lucros com os gastos envolvidos.

Porém, entender a diferença de cada um deles é fundamental para orientar um planejamento financeiro assertivo e, desse modo, conquistar vantagens competitivas no mercado, reduzindo gastos desnecessários e aumentando a lucratividade.

O artigo de hoje buscou trazer algumas dicas de como fazer essa diferenciação de custos, mas sem deixar de lado a importância do departamento de contabilidade para o sucesso do seu empreendimento.

Esse texto foi originalmente desenvolvido pela equipe do blog Guia de Investimento, onde você pode encontrar centenas de conteúdos informativos sobre diversos segmentos.

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