O que é o Crowdfunding Social?

O que é o Crowdfunding Social?

Neste momento de grande dificuldade para muitas empresas e pessoas, por conta do cenário gerado pelo Coronavírus, os pedidos de doações e contribuições passaram a aparecer com maior frequência.

Diversos músicos, principalmente de menor renome, passaram a realizar lives e deixam a opção de uma contribuição solidária por parte de quem assistiu. Hospitais, com o aumento da demanda, também passaram a necessitar de contribuições para compra de equipamentos. Em ambos os casos, as três principais formas de arrecadar estes recursos são: transferências bancárias, apps de pagamentos ou as plataformas de crowdfunding.

O que é o Crowdfunding?

O termo Crowdfunding vem do inglês e significa financiamento pela multidão (também chamado de financiamento coletivo). Trata-se de uma evolução, em plataformas, da popular “vaquinha”, na qual várias pessoas fazem contribuições para uma causa em comum.

As primeiras plataformas de crowdfunding começaram a aparecer em 2005, e ganharam escala em 2009, quando a Kickstarter foi lançada nos EUA. No Brasil a coisa começou a ganhar corpo em 2011.

Existem basicamente duas formas de crowdfunding: o Social e o de Investimento. No Social, corresponde ao apelo público destinado à obtenção de recursos sob a forma de doação ou em troca de recompensas de caráter não financeiro. Já o Crowdfunding de Investimento, também encontrado nas modalidades de Peer-to-Peer Lending e Equity Crowdfunding, corresponde ao apelo público destinado à obtenção de recursos em troca de juros (primeiro) e lucros, dividendos ou participações no negócio (segundo).

Estes modelos, comparados com as formas tradicionais de financiamento, apresentam maior flexibilidade, agilidade e com custos mais reduzidos. No caso da modalidade de investimento, vale reforçar que não há isenção de risco, sendo que este está vinculado ao negócio que está captando os recursos. Justamente por isso, nesta modalidade, a Comissão de Valores Mobiliários criou uma regulação específica.

As plataformas surgem para auxiliar os projetos a terem maior alcance, terem todo um sistema de captação e repasses, possibilitando que os financiadores paguem por meio de boleto e cartão de crédito. Por fazer toda esta operação, na hora do repasse, surgirão algumas taxas.

Crowdfunding Social: a popular vaquinha

Como já trouxemos aqui no blog posts sobre a modalidades de crowdfunding de investimento, o foco será os crowdfundings sociais. Aqui no Brasil, esta modalidade ficou muito comum para financiar atividades independentes, com finalidades mais sociais e culturais.

Abaixo listamos as principais plataformas desta modalidade:

  • Vakinha

O Vakinha foi lançado em 2009 com a proposta de fazer vaquinhas pela internet. Hoje ele é o maior site de doações online do Brasil e da América Latina. Atualmente, o realizador da campanha tem uma taxa de 6,4% + R$ 0,50 para cada contribuição. Para transferência dos recursos, o prazo é de 14 dias de compensação + 3 dias úteis para a transferência, e esta tem uma taxa de R$ 5. O doador pode fazer sua contribuição a partir de R$ 25, e o pagamento é feito via boleto, cartão de crédito ou Paypal.

  • ABACA$HI

O Abaca$hi foi criado em 2016 e surgiu com o intuito de possibilitar a realização de ideias. A taxa para cada contribuição é de R$ 0,30. O realizador da campanha consegue resgatar os valores em até 72 horas, com taxa de transferência de 6%. A doação mínima é de R$ 10 e pode ser feita via boleto ou cartão de crédito.

  • Catarse

O Catarse foi criado em 2011 para incentivar a criatividade, a arte, o ativismo, a ciência e o empreendedorismo. A plataforma já movimentou mais de R$ 128 milhões, em 12.893 projetos, com 718.474 pessoas apoiando pelo menos 1 projeto. A taxa é de 13% (inclusa taxa para a Pagar.me) e o tempo para repasse é de até 10 dias úteis. O valor mínimo para contribuição é de R$ 5. A plataforma oferece as formas de captação “Projeto Tudo ou nada”, na qual o valor é devolvido aos apoiadores caso o valor total não seja alcançado, e o “Projeto Flex”, no qual o valor é repassado de acordo com o valor captado.

  • Benfeitoria

A Benfeitoria, criada em 2011, é uma plataforma de mobilização de recursos para projetos de impacto cultural, social, econômico e ambiental. Trata-se da primeira plataforma do mundo a não cobrar comissão. A taxa para transação financeira é de 4,5% + R$ 3,76. O tempo para repasse é de até 15 dias. O valor mínimo de contribuição é de R$ 10, e o pagamento pode ser feito via boleto ou cartão de crédito. A plataforma possui as formas de captação pontual e a recorrente, na qual o contribuinte tem sua doação feita de forma mensal. A Benfeitoria já teve mais de R$ 108 milhões captados para mais de 3.300 projetos viabilizados, com mais de 453 mil apoiadores.

  • Kickante

A Kickante foi criada em 2013 com a possibilidade de campanhas com metas variadas. A taxa total na captação é de 10% e o prazo para repasse é de até 4 semanas, sendo feito por meio do Paypal e do Wirecard. Os projetos podem ser “Tudo ou Nada” ou “Flexível”. O valor mínimo para doação é de R$ 10, podendo ser pago via boleto ou cartão de crédito. A plataforma já captou mais de R$ 57 milhões para as campanhas.

  • Apoia-se

A Apoia-se foi criada em 2014 criada por e voltada para financiamento coletivo e contínuo de afazeres. A plataforma tem uma taxa total de 13%, e possui as modalidades “Contínua por mês”, “Contínua por criação”, “Pontual” e “Turbinada”. A doação mínima é de R$ 1 podendo ser pago por cartão de crédito ou boleto. A plataforma já captou mais de R$ 22 milhões nos seus projetos. O valor é repassado todo dia 10, quando atinge o mínimo de R$ 100.

Obs: as taxas foram retiradas dos sites das próprias plataformas na data da produção deste artigo.

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